SOCIALIZANDO

SOCIALIZANDO
UM CARA PARECIDO COMIGO!

sexta-feira, 20 de julho de 2012


Quando me deparei com aquele monumento, pensei: Bacana, mais uma loja, mas loja de quê? Qual o produto? O ponto é bom, muito movimento, a loja é iluminada, ar condicionado em todo canto, bem confortável. Mas será uma loja de refeição? É bem provável, a toda hora abre uma loja de comida, se bem que pelo requinte deve ser uma loja de sapatos, alguma coisa voltada para senhoras, são as que mais compram.
No sinal, aproveitei para olhar bem a loja, de perto era ainda mais atraente, tinha trabalhadores fazendo as finalizações, colocando os adereços que não davam por enquanto para identificar o que seria vendido naquele local. Cores perfeitas, cadeiras confortáveis e a frente envidraçada, tornando o comércio bem provocante à entrada. Não era de se admirar que mesmo ainda não em funcionamento atraia as pessoas do ponto de ônibus próximo, os transeuntes, os parados e os como eu, motoristas.
Realmente uma estrutura bem construída é admirável, era bem provável que fosse uma loja de grande multinacional filiada ao bairro, bom, iria atrair novos empregos, jovens com oportunidades, geração de lucro para região e desenvolvimento indiretos, mais impostos, isso tudo passando pela minha cabeça no engarrafamento e sinal fechado ainda.
Em outro dia passando pelo mesmo local, só que de dia, percebi a entrada dos tapetes para loja, desacelerei para pegar o sinal fechado e ver mais de perto o que acontecia. Era o recebimento de flores, louças, cortinas e bastantes livros, pensei: “ Livros “? Biblioteca matei o que iria ser a loja, ainda meio convencido, tentei adivinhar mais alguma coisa, loja de casamento, casamento tem louças, flores, tapete, mas livros? Fui embora mais uma vez, e durante um tempo esqueci aquele caminho da loja, esqueci-me da loja, o que seria e como seria.
No mês seguinte, voltei ao caminho, por coincidência, devido ao tumulto, e retenção que estava no transito, fiquei um tempo olhando para rua procurando algo interessante para me distrair, e por fim avistei a loja, só que dessa vez, era uma grande loja, já pronta, em forma e vendendo tudo que alguém pudesse e quisesse comprar, vi que era um local bem eclético, no sentido da venda, não no sentido no que realmente iríamos procurar. Com muita curiosidade de várias visitas, parei o carro em frente e fui ver o que era aquilo tudo, a tal loja inusitada, folgada de olhadas esbugalhadas agora se mostrava como uma caixa de surpresa ansian para ser revelada.
Igreja, nova, negra com feches amarelos, amarelo ouro e negro forte como uma noite escura; a super loja era quem, em idéia, iria gerar todo sonho novo de uma região, um sonho capitalista, um novo movimento financeiro. No meu humilde esclarecimento, não tinha informação de que diferente transformou uma loja em uma igreja, desde antes o que sempre soube foi o tino que não há venda em igreja, não ocorre pedido, a não ser de fé, fui treinado a ver a igreja branca, clara, cor suave, pura.
A loja vendia um super produto que atendia a todo tipo de público, como promoção colocava rosa nas mãos dos compradores, garantia o resultado da necessidade de concessão do pedido, bastava apenas o cliente utilizar o manual chamado fé, quando o produto retornasse com o resultado obtido ao cliente, a casa ganhava um comprador fiel, um cliente que volta e ainda espalha a melhor propaganda, boca a boca.
A loja, igreja, comércio, ainda não identifiquei muito bem o que era, entusiasmava quem procurava, confesso que o pessoal era bom no negócio, o setor de marketing funcionava muito bem e era o principal negócio da empresa. Os livros, os quais ví entrando na instituição, estavam todos expostos a venda em lindas prateleiras, o conhecimento sobre o produto era vendido sempre para que quem comprasse soubesse exatamente o que levaria, de que forma usar, o que era preciso para obter melhor rendimento e o limite que poderia utilizar o produto.
Garanti a mim mesmo que não me apossaria da mesma tese da suposta igreja, pensei ser apenas uma novidade passageira em meios a lojas que vendem um produto celestial, de fácil acesso a todos, porem em lojas, apenas são engarrafados com layout novo, tiragem com rótulos coloridos e panfletos possuidores de persuasão indicando que ali ou lá, e somente ali ou lá, pode se obter o que tem de melhor no produto, o up grade existente no mercado.
Pasmei com compradores empolgados em novas compras, empolgados com as novas cores, com novos meios de compra, da garantia real de realizações, compradores sem conhecimento, mas com crédito, compradores sofredores e carentes de solução, vinda de qualquer lugar que curasse a dor, que amenizassem a tristeza, os compradores encantados com a lucidez das palavras de alguém que percebeu que um contrato invisível como a franquia do produto, lhe traria novos e novos compradores.
O produto vendia-se por sí só, o que precisava sempre era despertar nos compradores o interesse pelo produto, após isso, o retorno era certo, tudo empregado na estrutura seria restituído rápido, em dobro, em triplo, em nova forma.
A loja não mais me atraiu, toda a curiosidade sobre uma grande e boa novidade foi sanada com a decepção, os meios empregados na venda do produto tão necessário e gratuito quando se quer, não tocaram esse comprador, aliás, esse cliente, pois a compra desse produto não é verdadeiramente possível, e sim recebe-lo gratuitamente dentro de si é a parte mais difícil.




Produto celestial é obtido com a fraternidade, o fazer do bem, o querer ser do bem. É achado na mão que pega a rosa doada, a mesma que em qualquer lugar do mundo, unisse-se para um pedido ou para doação.


                                                          

quinta-feira, 19 de julho de 2012



 ÓTIMO DIA DO AMIGO!  PARA OS QUE SÃO; PARA QUEM TEM E PARA OS AMIGOS FUTUROS

UM TEXTO SOBRE AMIGO... ACONTECERÁ AO AMIGO FUTURO.

terça-feira, 10 de julho de 2012



Uma imagem vale o quanto mostra? Tem um grande peso sobre o que revela aos olhos?
O que revelamos aqui? Um poder trocado de mãos? Pode ser, pois o dinheiro é um poder, é um bem estar, sentido e comprado.
 A imagem te remete a uma vontade de estar por ali? De fazer parte de tudo? Qual a primeira coisa que te passa essa visão?
Se for um sentido de vontade, inveja e salivar de boca, não sinta-se um pecador, é o que a mente está preparada para receber, você está sempre esperando algo que possa comprar suas vontades. A imagem é a xerox de sua vontade? A vontade de colocar suas mãos em algo que pague o que precisa, o que sua boca saliva e possa sentir o gosto. A imagem revela uma corrupção? Uma compra de alguém? Um valor recebido por fora?
Não, não mesmo se desespere por ter aflição em seus calos do trabalho e suar seus dedos pelo o que a imagem lhe projeta, como disse, é normal querer um pouco mais, mesmo sendo honesto, mesmo criticando ele, o da foto. Claro, quero dizer que não é normal roubar, mas sim ter vontade de mais, cada um a sua maneira percorre seus caminhos para conquistar o mais, licitamente, fraudulentamente, erroneamente, sem saber ou fingir não saber, do modo que quiser.
Creio sim que a imagem diz muito, repare na expressão, na vontade do poder, na forma gostosa de tocar o que gosta, não é o dinheiro envolvido, os olhos na imagem de quem pega as cédulas não está visualizando dinheiro, e sim barcos, viagens, uma carro novo, um show caro, jamais, persisto, jamais visualiza uma conta que possa pagar para manter seu nome em dia, um remédio em doação, em melhor ideia, olhos nessa ação não visualiza de quem sua mão esquerda tira o direito real de ter esse poder.
  



PODERIA ESCREVER UM LONGO TEXTO SOBRE A VISÃO DIVERSIFICADA DESSA IMAGEM, ENTRETANTO, PENSAR E CONQUISTAR UMA OPINIÃO VALE MAIS DO QUE QUALQUER LETRA .


    DEIXO UM POÇO BEM FUNDO DE POSSIBILIDADES DO QUE AQUI ABAIXO SIGNIFICA PRA VOCÊ, PENSE, ACHA A RAZÃO E MOLDE O QUE ESTIVER ERRADO E COLOQUE UMA ESTACA PREGADA BEM FUNDA NO QUE FOR CONCLUSIVAMENTE CORRETO.


domingo, 24 de junho de 2012


Aconteceu naquela hora, em um momento de leitura, momentos nobres do saber, momento que o ser fica intenso, envaidece uma emoção de abrir parte da interferência, entre o motivo do saber e o servir do saber. Naquele momento lí um livro diferente, um livro novo, não de capa, não empoeirado, não por indicação, um livro diferente que me divertiu, me ensinou, um ensinamento não escolar, não universitário. O livro de um dia foi o que eu conheci, um dia após o outro, página após página, era lido, virou uma mania, um forma de descontração. Livro por livro já estava acostumado, um por mês ou dois, vários por ano, livro, aprendi usar e cuidar na escola, o que lí, foi uma outra forma de livro, uma maneira de chegar as mensagens, vidas, formas novas de ver e fazer acontecer o novo através do livro. O que me ensinou, o que aprendi, conto depois, o  importante agora é a maneira de ler o livro, porquanto, o que adianta ter um livro se suas mãos, seus olhos, sua fantasia, não dão alma ao livro? Se sua emoção, seu espírito, não se encaixam nas linhas descritas, o livro, assim, puro, nada mais é que um papel desinteressante, frio, cortes de árvores em vão, sem o véu de suas toras, sorrindo para uma fantasia transformadora de uma nova leitura.
O livro que lí me reteve por horas, conseguimos juntos lembrar e projetar planos, lí um livro que lembrei de pessoas, acasos, pontos fracos e fortes que atingem a todos, me encontrei nesse livro, para quem escreveu cá entre nós, fiquei até com uma pequena inveja, gostaria de ter sido eu mesmo, mas me contentei a ler apenas. Afinal, o quanto é difícil ler boas literaturas para quem gosta; o mais estranho é que, o livro era tão importante e abrangente, que ví as folhas passando nos dedos crespos do menino rebelde, nas mãos foscas de giz do professor, colocado sobre o colchão, com carinho, naquele colchão branco e confortável da jovem aprendiz intelectual, o livro tocou o passageiro apertado no transporte, e conto de pai pra filho na pré história a beira da cama.
Obviamente, me deparei com quem não se agradasse por ter o tal livro consigo, no mínimo por perto, críticas e afastamentos surgiram no conteúdo do livro, tentaram afastá-lo do amor, da verdade, de uma escrita poética, enterrá-lo em páginas digitais e colocá-lo no calabouço do esquecimento, disseram que tudo que havia no livro, não era preciso mais ser guardado na mochila escolar, na estante, no orgulhoso acervo, bastava apenas um pedaço pequeno de metal colocado em uma máquina, e ali estaria, ele, o livro, com mais seu amplo saber á amostra. É claro que outra corrente acordou, foi contra sua prisão, o livro era a liberdade do mundo, escrito por penas, emoções, tristezas folclóricas, de maneira alguma, mesmo com páginas arrancadas seu começo e fim ainda estaria intacto.
O livro que recebi, não é religioso, apesar de ser um porto para sua proteção, o livro não é acadêmico, contudo seu conteúdo é imensamente formador de um ser humano idealizador de idéias, o livro não são quadrinhos, não é de poesia e tão pouco de comédia, mas por dizer existe sim pinceladas de tudo isso.
 O nosso livro, é o que escrevemos apenas por viver, simples como respirar, existe alguém, que não sabemos quem, que está lá, assistindo, escreve o que vivemos, coloca em páginas uma a uma histórias de vidas, e o seu conteúdo, pode procurar, procure onde possa estar o livro de sua vida, alguém escreveu para você, contou lá nas páginas originais e palpáveis seus sorrisos e suas burrices, não posso dar indicações onde seu livro possa estar, porem se quer saber sobre você, não deixe um livro acabar, ele pode ser o seu. 
Foi o que aprendi com o meu o livro: A maneira que posso escrever a minha história.





domingo, 10 de junho de 2012

PEQUENOS SERES


De uma forma diferente quero colocar a visão animada de uma pessoa que é um personagem fiel, importante, amado, entretanto, plano segundo, por vezes, resume - se seu papel: Em um cara que tem metas, tarefas rígidas, obrigações altas, comparecimento em situações extremas, como filmar, fotografar melhores momentos, e fotografar correto, se perder um segundo, um pulo, um sorriso que demorou minutos e minutos de dança para fazer acontecer, incompetente, é elogio.
Não vamos falar aqui da situação do provedor do lar, a questão não está aí, o que acontece é administração de ser pai. Claro, não coloquemos de lado as tarefas santas da mãe, inquestionáveis, o pai somente entra nesse circuito quando lhe sobra o segundo posto, como:
Imaginem cuidar de alguém tão pequeno quanto um botão e tão delicado quanto o esquecimento da data de aniversário de casamento, focar sua atenção total em um pedaçinho pequeno de gente, colocado em roupas coloridinhas, que risca o chão tão rápido e cai mais rápido ainda que mesmo sendo um polvo, seus braços não seriam suficiente para pegá-la.
Esses pedaçinhos de gente que percebem que você é mais forte, mais alto, com cheiro diferente e sem leite, para eles, penso que somos uma criatura aparentemente disfarçada, sinto que nos acham estranho, mas percebem o quanto somos carinhosos, gostamos deles e tentamos ainda cuidá-los, mesmo sendo um tanto quanto atrapalhados. Essas coisinhas pequenas tiram do esconderijo, o mais durão ou um pouco mais sensível pai, tudo de feminino que pode conter no seu lado mais íntimo vem a tona, faz os grandões, diferenciarem um rosa mais intenso de um mais claro, opinar em um tema de festa, que para nós, os grandões, qualquer algodão doce daria certo.
Pequenas pessoas, que poderes tem, que sorrisos tem, que gargalhadas gostosas feiticeiras, pequenos anjos, anjos com boca de choro, com choros intensos nas madrugadas de dias uteis que doem a cabeça, mas o coração fala mais alta, e o choro é calado com um beijo, de mãe ou de pai, por vezes, o ultimo, tenta dar uma alívio para mãe. Pequena gente, ainda criando forças para se levantar, parecem tartarugas mirins, que move vários adultos quando um resfriado avança, pequenos seres formados a papinha, leite materno e dedinho abençoado na boca, doce inocência, crianças não só pelo tamanho, mas por conversas intermináveis de mãe e papo bobo de  pai em visitas de fraldas.
Somos um herói, queremos ser, queremos proteger, pois sabemos o que acontece as nossas meninas se não estivermos por perto, queremos mostrar a bola ao garoto e deixá-lo forte mais do que fomos, somos pai afinal, homens, derretidos por nossas bonecas, e orgulhosos por mais um torcedor do time de coração. Somos broncos no acordo com namorados, chatos em feiras de bebes que vendem de tudo, coisas sem importância, coisas de pano antigo que é moda, novidades que os bebes piscam e choram de medo, feira de bebe é um trauma, pois somos pais, homens, de carteira aberta, quando aqueles panos antigos os deixam lindos.
Quem alguma vez disse que iria ser fácil mentiu, não, não é nada fácil, entre fraldas e choros, super nany e premonições para saber o que irrita o bebe, disseram que existem as compensações, de uma forma ou de outra, creio que acertaram, existem sim algumas coisas compensadoras, claro; posso escrever por ultimo que em minha opinião uma das é – Um olhar amoroso, o olhar de reconhecimento que você é algo importante, que se não estivesse ali, aquelas perninhas curtas e ansiosas por mais um passo, não estariam também, aquele olhar de dependência – do mais puro amor, de dependência de apenas querer o seu calor na hora de dormir, sem pedir mais nada, apenas que seja o pai, sua proteção, sua existência.
 Para finalizar, ressalto que isso vale apenas para bebes, depois vem à independência, e volta um pouquinho depois a dependência novamente, mas de outra maneira bem diferente; e digo, para dar uma força, que corra, quando a frase de terror sair à primeira vez daqueles lábios que em algum dia somente queriam leite: PAPAI COMPRA!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

UM FINGIMENTO

O  verdadeiro humano é um fingidor,um derrotado na áurea da verdade pura, é claro que toda mentira é uma verdade rustica, uma verdade que se queria dizer por motivos tortos, se prende os lábios, nasce a saliva para lambuzar a verdade, mas o que tens é a mentira, a verdade escondida, a verdade de menino sendo homem, e do contar até três de olhos abertos no pique esconde. 

Um fingidor pode desabrochar por razões meigas, carinhosas, fortes ou típicas, fingindo não querer ser o que é,  por ser um pecador e se sentir um anti cristo, finge um perdão de mágoa, flecha que vai mas não volta, um fingidor sofre por sussurrar uma mudança para a verdade,  derrotá-la com o calar, e vence-la no olhar verdadeiro, são artimanhas naturais. 

Dos que darão passos, cem fingem uma dorzinha, um frio, uma fome para um bem final, colo de mãe, nasce assim, põe-se por aí um fingidor de sentimentos novos, de idade e de forma, será que fingir é o verdadeiro e correto modo? Dizer o contrário disso ou daquilo, puro demais; uma das fragrâncias envolventes da sabedoria fingida.

O poeta, o escritor, o Romeu é e sempre serão fingidores, escrever é fingir, fingir que não está emocionado o suficiente para suas lágrimas não atrapalharem seus teclados, fingir o orgulho, correto, para não se tornar soberbo. Quem escreve, e fala e julga, e pare o pecado, finge, finge por tropeços diferentes, pela sociedade, por culpa de uma falta, finge ser mais do que é para torna-se forte, intocável, como quem ama, como quem doa - quem ama, quem doa; é assim: Amar é fingir ainda está apaixonado, essa sensação passou, por esse motivo virou o amor, e quem doa, finge não estar orgulhoso por fazer isso, com boa intenção, mas vibra um orgulho branco de ajuda, todavia, colocado por trás, fingindo a respiração estar calma, sem êxtase.

Fingir ir embora para se sentir querido e insubistituível. fingir o aniversário para saber dos parabéns, não, não são os presentes, pelo menos fingir não ser. Fingir por gostar é perdoável, fingir por proteção é admirável, fingir para se manter é compreensivel, fingir para fugir é sobrevivência, fingir para torna-se indestrutível é exemplo. Toquem em sí e finjam a despedida de sua tristeza no porre do final de semana, finja adormecer suas culpas e arrependimentos de um mundo lá trás com umas doses de divã, finja ser outra pessoa em dedicação a uma música querida.

O que e para que servem as verdades se não for pelo precioso poder de inverte-las? Nem sempre, óbvio, por períodos, por fingimento, pelas razões certas em momentos fingidamente errados.

sábado, 28 de abril de 2012

Dois líderes de uma empresa bem bacana, seus chefes, daqueles empregos que se espera algum tempo acontecer, te chamam para uma conversa no restaurante bem próximo ao prédio que trabalham, o tipo de restaurante que não dá para se frequentar todo dia, no convite estranho, ainda mais estranho vem em acompanhamento um sorriso nunca antes lhe direcionado do segundo chefe arrogante, não que o primeiro não seja, como chefe é chefe, algo de diferente estava para acontecer. De prontidão obviamente o convite por você espertamente é aceito, mesmo que fosse na hora do seu almoço com os amigos ou o parto do seu primeiro filho,,, ( exagero ) ?

 Em um papo agradável, em um almoço pomposo, gostoso de se sentir, no desenrolar da conversa sobre trabalho, o segundo arrogante chefe se inclina para  você e pergunta friamente como se fosse com o dedo apontado para seu rosto, e um nó bem forte em sua gravata: - " Você mentiria por nós? ". -"Mentiria pela empresa que lhe abraçou? - Opá. opá, que acalme-se nada, que história é essa de mentir ? Eu não minto ! Entretanto, que mentira seria? Que coisa iria acontecer, valeria a pena? Talvez fosse somente uma pequena mentira, dessas que não são descobertas pelo motivo de serem tão mesquinhas que ninguém se dá o trabalho para revelar. Era seu emprego em risco, o que passaria pela sua cabeça uma hora dessas? Apenas levantar a bandeira dos - NÃO MINTO EM HIPÓTESE ALGUMA - ou a reflexão inteligente sobre o que poderia acarretar para sua carreira, para suas contas, para seus dependentes, uma resposta insana.

Aquele dia foi apenas um aperitivo, a resposta esperada pelo segundo chefe não era necessária naquele momento, o almoço terminou em sorrisos, pagamento com cartão corporativo e o fim de um emprego tranquilo, somado ainda a um salto para um emprego de incertezas, hipóteses, lacunas não preenchidas.

Daquele dia a frente, o questionamento tornou-se forte com o julgamento da palavra moral. A moral é somente dizer a verdade a todo tempo? É mentir em prol de uma independência financeira? Ele questionou-se bastante, tinha moral, era um homem de moral ?

Não queria mentir, não deveria mentir, passava esse mandamento para seus filhos por herança, fez coisas erradas em um passado adormecido, e perdoou a sí mesmo por achar que poderia ter uma nova chance de coisas certas, sem mentiras, traições e remoço.

Do primeiro as segundo chefe, ficou claro que anseavam uma resposta rápida, os encontros nos corredores ficaram frequentes, um olhar interrogativo por trás de um monitor, um email em palavras obscuras para o mundo, mas em claras e bem alfabetizadas letras para ele. De qualquer forma, precisa primeiro saber o motivo de sua suposta mentira, todavia, para isso, somente passariam o que era após sua promessa de mentir, que cela; era realmente uma cela que vivia e sua numeração era 267, seu ramal, ao menor toque estremecia, era á cobrança? Era a sua busca por ter mentido? Mesmo sabendo que isso não tinha acontecido. Nessas horas a cabeça para um pouco de pensar, nosso cérebro e corpo precisam primeiro sobreviver aos impulsos anormais que estão acontecendo pelo nervosismo e ficamos um tanto sem respostas. Por isso, a calma era imprencendível nesse momento.

 

Em rara decisão tempestiva, abriu a sua cela com o arrastar da cadeira, e levantou para tomar a atitude que poderia mudar um caminho novo planejado a custa de uma promessa. - Por favor,licença,podemos conversar sobre o assunto do restaurante?

- Sente-se, em que posso ajudá-lo? Primeiro chefe. - Quero saber o que precisa que eu fale e pra quem e por ultimo e mais importante, por que? Em um pigarro, originado por uso excessivo de charuto, com as mãos leves e bem tratadas, o chefe primeiro, tocou em seu ombro.

- Rapaz, do que precisa? Quero que diga o que precisa ser dito, o que eu perguntar, afinal eu sou seu chefe. - Sim. Exitou na resposta. - Mas não tenho que falar algo diferente do que é?

Na sala entrou o segundo chefe, o de sorriso atraente para as mulheres, mas a ele, só trazia um final de guerra. - Olá meu caro, atrapalho? 

-Não meu amigo, foi bom chegar, o rapaz aqui parece assustado, veio nos perguntar o que nós queríamos dizer para ele no almoço que tivemos. - Bom, precisamos de algumas coisas de você, como qualquer outro funcionário. Nossa, a confusão se tornou insustentável, sua cabeça fez interrogações por segundos, será que ele tinha se enganado no pedido dos chefes? Isso seria seu fim, uma acusação sem provas, é o mesmo que um advogado sem palavras.

- Desculpe então senhores, pensei que precisavam de algo urgente, me enganei, quando necessitarem de qualquer coisa, estou á disposição.

Bateu a porta e a sua cela parecia o local mais seguro do mundo, trancou-se nela com a cadeira bem apertada á mesa, e o ramal parecia o carcereiro, a qualquer momento poderia mudar o seu futuro.

 

Naquela noite e nos dias que pulavam pra trás, perdurou sua indignação com o seu engano, seu pensamento brotava perguntas somente de: > como pude me enganar, o que aconteceu comigo ? > Sou um fracasso, pensando mal de algo tão simples, coisas que nem aconteceram, até porque, o que eu, meramente eu, poderia dizer sobre algo? Poderia deixar alguém em uma situação ruim?>

 

Seria o final de um conto simples e sem lógica apenas passando a mensagem de um engano, de que as coisas as vezes não são o que parecem e que ainda existem pessoas com moral inabalável...ou quase.

No final daquele mês que tudo isso aconteceu, foram encontrados os dois chefes desaparecidos por 3 dias, sem vida, em um lugar não habitável, em condições nada humanas.

 O motivo? Declarou o rapaz:

- Minha vida era uma cela, meus bons momentos era o sorriso apenas de uma criança, isso não bastava, o meu restaurante era dos funcionários, isso não  bastava, o meu emprego dos sonhos, não  bastava, meus bens; casa, carro e uma geladeira com o que eu precisava para viver, não  bastava, eu queria mais e mais, tentei seu outro mas não consegui, o que adianta uma vida de moral sem lucro? Loucura? Loucura é viver em uma cela sem estar preso, é ser livre estando preso, preso a que? Preso a...é...a um vida pobre.

A mentira que era para ser sustentada,não passava de uma campanha de marketing,afinal o negócio da empresa era esse,e o rapaz confuso,produtor da propaganda,infelizmente,se perdeu,talvez em sua loucura própria ou nos seus valores invertidos.

O que podemos tirar daqui, são vários pontos: Jugamento da moral, entender as pessoas, olhar para sua profissão com outros olhos,  sentir-se bem no que se faz, estar preparado para desafios... e muito mais aos olhos de quem lê.


 AOS OLHOS DE QUEM ESCREVE  : NADA É DE MAIOR GRANDEZA VER UM SORRISO DE UMA CRIANÇA AO TE ENCONTRAR.