SOCIALIZANDO

SOCIALIZANDO
UM CARA PARECIDO COMIGO!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


Para onde vão as lágrimas? Lágrimas de um abraço, de um povo unido, de saudade ou repulsa. E onde se escondem e saem rápido de um para outro lado, de uma maneira ou outra os sorrisos? Somem? Apenas isso? Aparecem e se escondem quando tímidos, para onde vão quando o procuramos em um rosto carrancudo
Onde estão os abraços que são deixados de serem doados? Em qual lugar possa se procurar um beijo? ...valioso beijo que passa de boca em boca, beija-se seu amigo da escola, que beija sua irmã, que passa para seu colega...e por aí segue.Onde estão quando precisamos tanto?
Cadê o beijo dos sinos soando? Beijo de se deixar molhado de tesão, beijo de perdão.
Onde fica morando o olhar doce quando queremos retorno naquela paquera? 
Olhar dê : " Puxa, também te vi" ele nunca vem na hora certa. 
O que acontece quando conhecemos aquele perfume de algum lugar, mas quando olharmos, não é a pessoa que usa "á interessante"? Para onde vai o cheiro quando não é o seu par de pernas certo? Se desfaz? Nunca teve por ali? Era somente uma imaginação do olfato? 
De que são construídas as manhãs depois de um sonho bom? Onde encontrar de novo o sonho depois de acordar?
Mostre o local, esconderijo, escuridão, que alojada a felicidade contida de pais separados com orgulho do filho campeão. 
Qual é o lugar onde  pode ser achado o não amor de filho para pai e pai para filho? Nunca, jamais deveria ser encontrado o tempo e a hora da mãe ver os seus subirem ao céus antes dela. Mostre-se a luz de um nascimento; onde fica presa? De onde sai tão intensa e hipnotizante?
Onde ficam guardadas todas as respostas dos professores? Como podem saber de tudo?  Como sabem que nasceram para lecionar? Qual sua vocação, sabe?
Os esconderijos são os meios mais sensatos para se sentir sozinho, sair do mundo um pouco, ficar somente com um pedacinho dele, sem egoísmo, que o resto fique com tudo, no esconderijo somente é necessário esse cantinho. Esconde-se uma vontade, um xingamento, um rumo a mudança, uma vingança febril, um desejo horrendo ou um desejo supremo. Esconde-se a verdade e a mentira, uma fagulha de pó em baixo do tapete da casa da dona, uma história, pode até ser de amor. 
 DE QUE SE ESCONDE E PARA ONDE VÃO AS COISAS QUE NÃO ACHAMOS?
           NÃO É UMA ENQUETE. MAS PENSE E RESPONDA PARA SI. DO QUE SE ESCONDE?
                   EXISTE ALGO A SE ESCONDER?
Esse ano vou começar ouvindo mentira.

 Não entendo em verdade o motivo real de quem gosta de escrever um pouco querer sempre ser notado - escreva por escrever - igual a: " amar por amar " ou ainda " amo porque amo " como diz Fernando. Para que e por quê ser notado? Em blogs, dizem: "Ser visitado". Por que? É tão necessário assim? Escrever é algo natural, apreciável de fato, porem, apreciado quando se tem que ser apreciado; será que é a fama? A exposição?
 A postagem lógica não precisa ser temperada de comentários, a nota, dever ser notada, pelo simples fato de ser uma nota, uma mentira bem feita, uma novidade ao olhar e um puro suspiro de coisa boa.

Irei ouvir mentiras pelas escrituras, notada ou não, irei ouvir mentiras pela eleição, pela copa no Brasil e pela ingênua sensação da partida de um ano para outro. Ouço mentiras desde o ano passado, parece assim findar-se uma época, um mundo, uma vida que eu tinha e irei recomeçar outra.

Critico, e não julgo, a ambição exagerada pela visita, pela vista, pela visualização de alguma coisa tosca ou célebre que alguém possa escrever. É fruto, triunfo ou permissão à escrita, em concordância com a leitura, e por parte, em parte, ao par de mentira. É claro, quando se escreve pode-se mentir, inventar, devanear sim, aposenta-se o bom senso ( uma obra livre ). Por pouco pode-se fazer alguém escrever, bem ou mal, a equação é sempre exata somente na matemática, aqui, no mundo anônimo, pelo menos deveria ser, pode-se escrever sempre mal, se a sua amostra não se mostra, quem será seu cúmplice ou julgador?

Talvez seja essa a chave da fama do corajoso, que explana o que escreveu, mente no que escreveu e não se importa de ser visto, o anônimo já por si só acovarda-se de escrever a público, sua mentira é engavetada, mesmo sendo maior que a do corajoso.  Conte sua mentira, escreva sobre sua "matéria horizontal da bola", não importe-se com a exposição, somente cruze o crucifixo nas mãos na ambição de ser visitado a todo tempo.

Quero por fim deixar a mentira a vontade, não tenho mesmo como detê-la, seus esclarecimentos são povoados de contos, da literatura viajante, de discursos propriamentes horizontalizados em pergaminhos modernos. Hoje já me preparei para ouvir uma nova mentira, feliz, quem sabe? Não se sabe. Estou preparado para ser visitado...por ninguém, esse não é meu tipo, não me atrai. Acho que minto, essa é a primeira mentira que vou escutar esse ano.
 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ops...ops..
  Quase não deu tempo, nesse ano de 2013 produzi nem tanto por aqui. Mas, aqui estou eu, por ultimo, ou ultima vez, ao menos nesse ano, porem quem sabe em outro também, o que vale é que cheguei a tempo, para uma ultima vez, para despedida, sem desejos, já desejaram tudo que podiam a mim e a você, não é mesmo? Sem desejos...apenas um tchau e obrigado de verdade. 
Sobre os desejos algo me bate tanto a cabeça que vou desejar, todavia, apenas o que não aconteceu até hoje, nesse horário, nessa data final, final de mais um ano, final do 13.
Desejo que não foi atendido por ninguém nesse ano, não foi ouvido por ninguém nesse ano, o mesmo desejo que foi solto de sua vontade na ultima virada de ano, o desejo que foi desperdiçado por sua confiança ter sido despejada e canalizada na esperança errada, o desejo do não acontecimento, esse sim se revela  todo ano, se expõem sempre, o que não aconteceu sempre acontece.
Desejamos a cura, a descoberta mais importante do mundo, o retorno da saudade, a prisão de quem a mereça, desejamos começar uma etapa nova mais bem preparado, mais suave e forte, desejoso: de momentos, de sensualidade, de profissionalismo...desejos...se uma máquina "detectasse" tudo que é produzido em Copacabana, o pico seria os desejos, os pedidos, a repetição dos mesmos pedidos não realizados antes, e o reforço dos já feitos, a explicação para os acontecimentos também teria seu espaço, Iemanjá não seria esquecida, e aí mais uma vez estaria a aspiração do seu desejo.
 Bem, de qualquer maneira, seu desejo não deve ter sido atendido por completo, então...que seja...pronto! Acabei desejando.

 ÓTIMO 14!

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LÁGRIMAS




O que será que pesa mais que uma tonelada? É incolor, colorida de cinza na dor, e com cores diversas no sorriso que se mistura na alegria. Entoada de gritos na vitória, e existente no mesmo cenário da derrota; está em todo lugar, desde o nascimento e passa por cada canto de olho em todas as fases da vida, sendo um anjo da guarda, por vezes utilizada falsamente, não é sua culpa, apenas ela escorre, se mostra, pois ela, em si, é sincera.
Sua utilização e feita até por Deuses, são mistérios sua origem nos santos, é degustada e tem gosto de mar, lava a alma, assim dizem, serve como um remédio para corações partidos, é inevitável quando ocorre violência e serve ainda para molhar a medalha de um vencedor. Jesus em algum dia se serviu dela, mães são fãs constantes de seus conselhos, inundam suas vidas, suas vozes, seus orgulhos nas formaturas, compartilham com seus filhos, dividem suas dores. Lágrimas... Negociadoras de emoções, representam todas, borbulham dos olhos de bêbados contando suas antigas histórias, penalizam quando assistida de perto; lágrimas criam faíscas com a saliva do amante, é a linguagem das crianças, a linguagem do drama, o ganho do programa sensacionalista, lágrimas... Pousam no preconceito de não exercê-las.
Uma lágrima vale como palavra de contestação de um pedido não atendido, alia-se a esperança aflita no resultado, lágrimas de um senhor ou de uma moçinha não são diferentes, apenas agem diferente, são contadas de formas diferentes e saem à alvorada por motivos diferentes, nem sempre seguida de choros, de desespero, por vezes são aliadas a pensamentos apenas, convencidas por mãos que delimitam sua trajetória que é a hora de cessar, de voltar a seu recinto, com a certeza que irá ser novamente chamada, em breve, por causas impossíveis, causas sem razões atraentes para o incomodo, causas irreais -; entretanto, são lágrimas, atendem chamados, não podem ser negar.
Lágrimas causadoras de comentários, de músicas encantadoras, alma da saudade, tapete em campos de batalhas, remota Lembrança. Lágrimas inspiram a despedida, são negadas pela vergonha machista, e anunciada pela ida para outro plano, lágrimas são como a chuva fria de inverno, mistura-se a rostos envelhecidos ou machucados pelo tempo, tumultuam quando não se consegue conte-las, agem por conta própria quando se enfurecem, carregam o medo, a melodia, o rancor e o salto ao sucesso. Lágrimas são as minhas risadas, um tombo alheio, suas preocupações, lágrimas não se sabe ainda para que tê-las tanto assim, lágrimas são episódios de uma história que conta sua vida.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRAJE URBANO

Depois de um tempo, ou tanto tempo, resolvi, me convenci a fazer, saí de trás da rede social, roguei a vingança, o tempo perdido, por minha culpa, em parte, por culpa de Felipe e João também, anônimos, todavia culpados. Gritei mesmo, respondi e ataquei, com golpes, flamulas, caneta e socos, combinação adversa, um tanto explosiva e desnecessária socialmente; a primeira, a caneta,  me detêm, me fere facilmente, com uma pequena ordenação de letras, soberba e poder, dado esse por mim - volto a escrever, culpados: Eu, João e Felipe, mesmo em ordem distinta. A segunda, precisa, terminal de conflitos e ou alvorecer desses.
Sim, eu fui, sem máscara, mesmo devendo usar, fui, sofrendo com o medo da retirada dos teclados informáticos de minhas mãos, resolvi ir atrás do que é meu por ordem e desempenho, por justiça divina também, entendo minha culpa em tudo isso, de Felipe e João por seguinte, por esse mesmo motivo o medo me deixou, então quebrei, berrei, me enfureci, me pintei e discuti, dessa vez não somente por mim, mas sim por algo que me incomodava por tanto e tanto tempo, achei a alternativa oportuna de me unir a um processo de escolha por gritos de independência, não fazem ideia de como é reconfortante ser ouvido.
Sim, eu fui ouvido, não mas somente me lamentei nas conversas intermináveis em bares de bebida gelada, me senti como um líder da metamorfose que se consolidava, não...não me acovardei por mais que eu quisesse, me pus a frente, mesmo nas horas mais duras, mas doloridas, a recompensa estava por chegar.
 Sou um manifestante da justiça, da verdade e da mudança, sou um líder de rostos presos a um voto errado, enganado ou trocado, não importa, o que importa é a exploração indevida da parcela de vida que eu poderia ter melhor - Não....não quero mais isso, senti agora a ardência no rosto do líquido jogado em mim, torço para não me cegar, gostaria de assistir minha vitória, o projetor dessa covardia, consegui em poucos segundos anteriores olhar sua cara assustada e duvidosa se aquilo que faria era mesmo o certo, mas o individualismo e o fardo pesado de sua profissão apertaram o gatilho reforçado á ordem, por telefone, do mesmo ladrão de vidas que fomentou em mim a falsa garantia a meus lamuriosos pensamentos pessimistas, que o sol surge a todos, basta crer; tolo engano.

Sou sim, um manifestante, o final de uma corrida onde eu, João e Felipe, entregávamos a mesma taça ao vencedor que durante o percusso me deixou tão longe dele, usando os meios mais rápidos e fiquei quase parado, com pés doloridos e refugiado ao arrependimento. Sou sim, um manifestante, violento por vezes, desculpe, mas eu tenho que ser ouvido e me dado a importância, necessitava da chuva de balburdia na cidade para ser notado e chegar primeiro, pela única vez ao final . Vivo, limpo, vencedor, de pé, hoje eu precisava disso, não me deixem de fora, não fiquem contra mim, não me interpretem de mal a pior, eu estou com vocês, para vocês, com fome, frio e ainda receio, não mais medo, receio de não poder fazer um dia melhor.

Sou sim, um manifestante urbano, sem trajes especiais,  estudado, sabido, em pleno gozo de direito á liberdade, consciente da minha atribuição política e os motivos de meu pleito, não um leigo, não um fantasma fazendo jus a uma potência de vozes por pequenas coisas, agora sei quem sou e o que posso fazer, entendo quem trabalha pra mim e os motivos de minha coragem, levei alguns transtornos a você moça, atrasada para um compromisso que depende de sua chegada, entretanto sua vida por um inteiro depende do que faço aqui e agora, meu exército sem marcha cadenciada ganhou força, cresceu, exército de paz, crença, estupidez, revolta e viravolta - sentimentos unidos em um exército de soluções,  depende do quanto persisto, do que eu realmente quero e o que posso. Acredito moça, que em verdade eu luto por você, mas não importa, minha parcela aqui está por completa.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

OLÁ...POR TEMPOS NÃO ESCREVO, POR MUITOS MOTIVOS, DETALHO APÓS....
   HOJE, MESMO SEM ESCREVER POR MUITO TEMPO, COLOCO AQUI A AFIRMAÇÃO, QUE EM ALGUNS MOMENTOS IMAGENS VALEM MAIS QUE UMA ESCRITA.....


               ABSORVAM...PENSEM...E SOLUCIONEM !



segunda-feira, 1 de abril de 2013


Aconteceu naquela hora, em um momento de leitura, momentos nobres do saber, momento que o ser fica intenso, envaidece uma emoção de abrir parte da interferência, entre o motivo do saber e o servir do saber. Naquele momento lí um livro diferente, um livro novo, não de capa, não empoeirado, não por indicação, um livro diferente que me divertiu, me ensinou, um ensinamento não escolar, não universitário. O livro de um dia foi o que eu conheci, um dia após o outro, página após página, era lido, virou uma mania, um forma de descontração. Livro por livro já estava acostumado, um por mês ou dois, vários por anos, livro, aprendia usar e cuidar na escola, o que lí, foi uma outra forma de livro, uma maneira de chegar as mensagens, vidas, formas novas de ver e fazer a vida acontecer através do livro. O que me ensinou, o que aprendi, conto depois, o que importa agora é a maneira de ler o livro, porquanto, o que adianta ter um livro se suas mãos, seus olhos, sua fantasia, não dá alma ao livro? Se sua emoção, seu espírito, não se encaixam nas linhas descritas, o livro, assim, puro, nada mais é que um papel desinteressante, frio, cortes de árvores em vão, sem o véu de suas toras, sorrindo para uma fantasia transformadora de uma nova leitura.
O livro que lí me reteve por horas, conseguimos juntos lembrar e projetar planos, lí um livro que lembrei de pessoas, acasos, pontos fracos e fortes que atingem a todos, me encontrei nesse livro, para quem escreveu cá entre nós, fiquei até com uma pequena inveja, gostaria de ter sido eu mesmo, mas me contentei a ler. Afinal, o quanto é difícil ler boas literaturas para quem gosta; o mais estranho é que, o livro era tão importante e abrangente, que ví as folhas passando nos dedos crespos do menino rebelde, nas mãos foscas de giz do professor, colocado sobre o colchão, com carinho, naquele colchão branco e confortável da jovem aprendiz intelectual, o livro tocou o passageiro apertado no transporte, e conto de pai pra filho na pré história a beira da cama.
Obviamente, me deparei com quem não se agradasse por ter o tal livro consigo, no mínimo por perto, críticas e afastamentos surgiram no conteúdo do livro, tentaram afastá-lo do amor, da verdade, de uma escrita poética, enterrá-lo em páginas digitais e coloca-lo no calabouço do esquecimento, disseram que tudo que havia no livro, não era preciso mais ser guardado na mochila escolar, na estante, no orgulhoso acervo, bastava apenas um pedaço pequeno de metal colocado em uma máquina, e ali estaria, ele, o livro, com mais seu amplo saber á amostra. É claro que outra corrente acordou, foi contra sua prisão, o livro era a liberdade do mundo, escrito por penas, emoções, tristezas folclóricas, de maneira alguma, mesmo com páginas arrancadas seu começo e fim ainda estaria intacto.
O livro que recebi, não é religioso, apesar de ser um porto para sua proteção, o livro não é acadêmico, contudo com um conteúdo imensamente formador de um ser humano idealizador de idéias, o livro não é quadrinhos, não é de poesia e tão pouco de comédia, que por dizer, tem pinceladas de tudo isso.
 O nosso livro, é o que escrevemos apenas por viver, simples como respirar, existe alguém, que não sabemos quem, que está lá, assistindo, escreve o que vivemos, coloca em páginas uma a uma histórias de vidas, e o seu conteúdo, pode procurar, procure onde possa estar o livro de sua vida, alguém escreveu para você, contou lá nas páginas originais e palpáveis seus sorrisos e suas burrices, não posso dar indicações onde seu livro possa estar, porem se quer saber sobre você, não deixe um livro acabar, ele pode ser o seu.