SOCIALIZANDO

SOCIALIZANDO
UM CARA PARECIDO COMIGO!

domingo, 24 de junho de 2012


Aconteceu naquela hora, em um momento de leitura, momentos nobres do saber, momento que o ser fica intenso, envaidece uma emoção de abrir parte da interferência, entre o motivo do saber e o servir do saber. Naquele momento lí um livro diferente, um livro novo, não de capa, não empoeirado, não por indicação, um livro diferente que me divertiu, me ensinou, um ensinamento não escolar, não universitário. O livro de um dia foi o que eu conheci, um dia após o outro, página após página, era lido, virou uma mania, um forma de descontração. Livro por livro já estava acostumado, um por mês ou dois, vários por ano, livro, aprendi usar e cuidar na escola, o que lí, foi uma outra forma de livro, uma maneira de chegar as mensagens, vidas, formas novas de ver e fazer acontecer o novo através do livro. O que me ensinou, o que aprendi, conto depois, o  importante agora é a maneira de ler o livro, porquanto, o que adianta ter um livro se suas mãos, seus olhos, sua fantasia, não dão alma ao livro? Se sua emoção, seu espírito, não se encaixam nas linhas descritas, o livro, assim, puro, nada mais é que um papel desinteressante, frio, cortes de árvores em vão, sem o véu de suas toras, sorrindo para uma fantasia transformadora de uma nova leitura.
O livro que lí me reteve por horas, conseguimos juntos lembrar e projetar planos, lí um livro que lembrei de pessoas, acasos, pontos fracos e fortes que atingem a todos, me encontrei nesse livro, para quem escreveu cá entre nós, fiquei até com uma pequena inveja, gostaria de ter sido eu mesmo, mas me contentei a ler apenas. Afinal, o quanto é difícil ler boas literaturas para quem gosta; o mais estranho é que, o livro era tão importante e abrangente, que ví as folhas passando nos dedos crespos do menino rebelde, nas mãos foscas de giz do professor, colocado sobre o colchão, com carinho, naquele colchão branco e confortável da jovem aprendiz intelectual, o livro tocou o passageiro apertado no transporte, e conto de pai pra filho na pré história a beira da cama.
Obviamente, me deparei com quem não se agradasse por ter o tal livro consigo, no mínimo por perto, críticas e afastamentos surgiram no conteúdo do livro, tentaram afastá-lo do amor, da verdade, de uma escrita poética, enterrá-lo em páginas digitais e colocá-lo no calabouço do esquecimento, disseram que tudo que havia no livro, não era preciso mais ser guardado na mochila escolar, na estante, no orgulhoso acervo, bastava apenas um pedaço pequeno de metal colocado em uma máquina, e ali estaria, ele, o livro, com mais seu amplo saber á amostra. É claro que outra corrente acordou, foi contra sua prisão, o livro era a liberdade do mundo, escrito por penas, emoções, tristezas folclóricas, de maneira alguma, mesmo com páginas arrancadas seu começo e fim ainda estaria intacto.
O livro que recebi, não é religioso, apesar de ser um porto para sua proteção, o livro não é acadêmico, contudo seu conteúdo é imensamente formador de um ser humano idealizador de idéias, o livro não são quadrinhos, não é de poesia e tão pouco de comédia, mas por dizer existe sim pinceladas de tudo isso.
 O nosso livro, é o que escrevemos apenas por viver, simples como respirar, existe alguém, que não sabemos quem, que está lá, assistindo, escreve o que vivemos, coloca em páginas uma a uma histórias de vidas, e o seu conteúdo, pode procurar, procure onde possa estar o livro de sua vida, alguém escreveu para você, contou lá nas páginas originais e palpáveis seus sorrisos e suas burrices, não posso dar indicações onde seu livro possa estar, porem se quer saber sobre você, não deixe um livro acabar, ele pode ser o seu. 
Foi o que aprendi com o meu o livro: A maneira que posso escrever a minha história.





domingo, 10 de junho de 2012

PEQUENOS SERES


De uma forma diferente quero colocar a visão animada de uma pessoa que é um personagem fiel, importante, amado, entretanto, plano segundo, por vezes, resume - se seu papel: Em um cara que tem metas, tarefas rígidas, obrigações altas, comparecimento em situações extremas, como filmar, fotografar melhores momentos, e fotografar correto, se perder um segundo, um pulo, um sorriso que demorou minutos e minutos de dança para fazer acontecer, incompetente, é elogio.
Não vamos falar aqui da situação do provedor do lar, a questão não está aí, o que acontece é administração de ser pai. Claro, não coloquemos de lado as tarefas santas da mãe, inquestionáveis, o pai somente entra nesse circuito quando lhe sobra o segundo posto, como:
Imaginem cuidar de alguém tão pequeno quanto um botão e tão delicado quanto o esquecimento da data de aniversário de casamento, focar sua atenção total em um pedaçinho pequeno de gente, colocado em roupas coloridinhas, que risca o chão tão rápido e cai mais rápido ainda que mesmo sendo um polvo, seus braços não seriam suficiente para pegá-la.
Esses pedaçinhos de gente que percebem que você é mais forte, mais alto, com cheiro diferente e sem leite, para eles, penso que somos uma criatura aparentemente disfarçada, sinto que nos acham estranho, mas percebem o quanto somos carinhosos, gostamos deles e tentamos ainda cuidá-los, mesmo sendo um tanto quanto atrapalhados. Essas coisinhas pequenas tiram do esconderijo, o mais durão ou um pouco mais sensível pai, tudo de feminino que pode conter no seu lado mais íntimo vem a tona, faz os grandões, diferenciarem um rosa mais intenso de um mais claro, opinar em um tema de festa, que para nós, os grandões, qualquer algodão doce daria certo.
Pequenas pessoas, que poderes tem, que sorrisos tem, que gargalhadas gostosas feiticeiras, pequenos anjos, anjos com boca de choro, com choros intensos nas madrugadas de dias uteis que doem a cabeça, mas o coração fala mais alta, e o choro é calado com um beijo, de mãe ou de pai, por vezes, o ultimo, tenta dar uma alívio para mãe. Pequena gente, ainda criando forças para se levantar, parecem tartarugas mirins, que move vários adultos quando um resfriado avança, pequenos seres formados a papinha, leite materno e dedinho abençoado na boca, doce inocência, crianças não só pelo tamanho, mas por conversas intermináveis de mãe e papo bobo de  pai em visitas de fraldas.
Somos um herói, queremos ser, queremos proteger, pois sabemos o que acontece as nossas meninas se não estivermos por perto, queremos mostrar a bola ao garoto e deixá-lo forte mais do que fomos, somos pai afinal, homens, derretidos por nossas bonecas, e orgulhosos por mais um torcedor do time de coração. Somos broncos no acordo com namorados, chatos em feiras de bebes que vendem de tudo, coisas sem importância, coisas de pano antigo que é moda, novidades que os bebes piscam e choram de medo, feira de bebe é um trauma, pois somos pais, homens, de carteira aberta, quando aqueles panos antigos os deixam lindos.
Quem alguma vez disse que iria ser fácil mentiu, não, não é nada fácil, entre fraldas e choros, super nany e premonições para saber o que irrita o bebe, disseram que existem as compensações, de uma forma ou de outra, creio que acertaram, existem sim algumas coisas compensadoras, claro; posso escrever por ultimo que em minha opinião uma das é – Um olhar amoroso, o olhar de reconhecimento que você é algo importante, que se não estivesse ali, aquelas perninhas curtas e ansiosas por mais um passo, não estariam também, aquele olhar de dependência – do mais puro amor, de dependência de apenas querer o seu calor na hora de dormir, sem pedir mais nada, apenas que seja o pai, sua proteção, sua existência.
 Para finalizar, ressalto que isso vale apenas para bebes, depois vem à independência, e volta um pouquinho depois a dependência novamente, mas de outra maneira bem diferente; e digo, para dar uma força, que corra, quando a frase de terror sair à primeira vez daqueles lábios que em algum dia somente queriam leite: PAPAI COMPRA!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

UM FINGIMENTO

O  verdadeiro humano é um fingidor,um derrotado na áurea da verdade pura, é claro que toda mentira é uma verdade rustica, uma verdade que se queria dizer por motivos tortos, se prende os lábios, nasce a saliva para lambuzar a verdade, mas o que tens é a mentira, a verdade escondida, a verdade de menino sendo homem, e do contar até três de olhos abertos no pique esconde. 

Um fingidor pode desabrochar por razões meigas, carinhosas, fortes ou típicas, fingindo não querer ser o que é,  por ser um pecador e se sentir um anti cristo, finge um perdão de mágoa, flecha que vai mas não volta, um fingidor sofre por sussurrar uma mudança para a verdade,  derrotá-la com o calar, e vence-la no olhar verdadeiro, são artimanhas naturais. 

Dos que darão passos, cem fingem uma dorzinha, um frio, uma fome para um bem final, colo de mãe, nasce assim, põe-se por aí um fingidor de sentimentos novos, de idade e de forma, será que fingir é o verdadeiro e correto modo? Dizer o contrário disso ou daquilo, puro demais; uma das fragrâncias envolventes da sabedoria fingida.

O poeta, o escritor, o Romeu é e sempre serão fingidores, escrever é fingir, fingir que não está emocionado o suficiente para suas lágrimas não atrapalharem seus teclados, fingir o orgulho, correto, para não se tornar soberbo. Quem escreve, e fala e julga, e pare o pecado, finge, finge por tropeços diferentes, pela sociedade, por culpa de uma falta, finge ser mais do que é para torna-se forte, intocável, como quem ama, como quem doa - quem ama, quem doa; é assim: Amar é fingir ainda está apaixonado, essa sensação passou, por esse motivo virou o amor, e quem doa, finge não estar orgulhoso por fazer isso, com boa intenção, mas vibra um orgulho branco de ajuda, todavia, colocado por trás, fingindo a respiração estar calma, sem êxtase.

Fingir ir embora para se sentir querido e insubistituível. fingir o aniversário para saber dos parabéns, não, não são os presentes, pelo menos fingir não ser. Fingir por gostar é perdoável, fingir por proteção é admirável, fingir para se manter é compreensivel, fingir para fugir é sobrevivência, fingir para torna-se indestrutível é exemplo. Toquem em sí e finjam a despedida de sua tristeza no porre do final de semana, finja adormecer suas culpas e arrependimentos de um mundo lá trás com umas doses de divã, finja ser outra pessoa em dedicação a uma música querida.

O que e para que servem as verdades se não for pelo precioso poder de inverte-las? Nem sempre, óbvio, por períodos, por fingimento, pelas razões certas em momentos fingidamente errados.

sábado, 28 de abril de 2012

Dois líderes de uma empresa bem bacana, seus chefes, daqueles empregos que se espera algum tempo acontecer, te chamam para uma conversa no restaurante bem próximo ao prédio que trabalham, o tipo de restaurante que não dá para se frequentar todo dia, no convite estranho, ainda mais estranho vem em acompanhamento um sorriso nunca antes lhe direcionado do segundo chefe arrogante, não que o primeiro não seja, como chefe é chefe, algo de diferente estava para acontecer. De prontidão obviamente o convite por você espertamente é aceito, mesmo que fosse na hora do seu almoço com os amigos ou o parto do seu primeiro filho,,, ( exagero ) ?

 Em um papo agradável, em um almoço pomposo, gostoso de se sentir, no desenrolar da conversa sobre trabalho, o segundo arrogante chefe se inclina para  você e pergunta friamente como se fosse com o dedo apontado para seu rosto, e um nó bem forte em sua gravata: - " Você mentiria por nós? ". -"Mentiria pela empresa que lhe abraçou? - Opá. opá, que acalme-se nada, que história é essa de mentir ? Eu não minto ! Entretanto, que mentira seria? Que coisa iria acontecer, valeria a pena? Talvez fosse somente uma pequena mentira, dessas que não são descobertas pelo motivo de serem tão mesquinhas que ninguém se dá o trabalho para revelar. Era seu emprego em risco, o que passaria pela sua cabeça uma hora dessas? Apenas levantar a bandeira dos - NÃO MINTO EM HIPÓTESE ALGUMA - ou a reflexão inteligente sobre o que poderia acarretar para sua carreira, para suas contas, para seus dependentes, uma resposta insana.

Aquele dia foi apenas um aperitivo, a resposta esperada pelo segundo chefe não era necessária naquele momento, o almoço terminou em sorrisos, pagamento com cartão corporativo e o fim de um emprego tranquilo, somado ainda a um salto para um emprego de incertezas, hipóteses, lacunas não preenchidas.

Daquele dia a frente, o questionamento tornou-se forte com o julgamento da palavra moral. A moral é somente dizer a verdade a todo tempo? É mentir em prol de uma independência financeira? Ele questionou-se bastante, tinha moral, era um homem de moral ?

Não queria mentir, não deveria mentir, passava esse mandamento para seus filhos por herança, fez coisas erradas em um passado adormecido, e perdoou a sí mesmo por achar que poderia ter uma nova chance de coisas certas, sem mentiras, traições e remoço.

Do primeiro as segundo chefe, ficou claro que anseavam uma resposta rápida, os encontros nos corredores ficaram frequentes, um olhar interrogativo por trás de um monitor, um email em palavras obscuras para o mundo, mas em claras e bem alfabetizadas letras para ele. De qualquer forma, precisa primeiro saber o motivo de sua suposta mentira, todavia, para isso, somente passariam o que era após sua promessa de mentir, que cela; era realmente uma cela que vivia e sua numeração era 267, seu ramal, ao menor toque estremecia, era á cobrança? Era a sua busca por ter mentido? Mesmo sabendo que isso não tinha acontecido. Nessas horas a cabeça para um pouco de pensar, nosso cérebro e corpo precisam primeiro sobreviver aos impulsos anormais que estão acontecendo pelo nervosismo e ficamos um tanto sem respostas. Por isso, a calma era imprencendível nesse momento.

 

Em rara decisão tempestiva, abriu a sua cela com o arrastar da cadeira, e levantou para tomar a atitude que poderia mudar um caminho novo planejado a custa de uma promessa. - Por favor,licença,podemos conversar sobre o assunto do restaurante?

- Sente-se, em que posso ajudá-lo? Primeiro chefe. - Quero saber o que precisa que eu fale e pra quem e por ultimo e mais importante, por que? Em um pigarro, originado por uso excessivo de charuto, com as mãos leves e bem tratadas, o chefe primeiro, tocou em seu ombro.

- Rapaz, do que precisa? Quero que diga o que precisa ser dito, o que eu perguntar, afinal eu sou seu chefe. - Sim. Exitou na resposta. - Mas não tenho que falar algo diferente do que é?

Na sala entrou o segundo chefe, o de sorriso atraente para as mulheres, mas a ele, só trazia um final de guerra. - Olá meu caro, atrapalho? 

-Não meu amigo, foi bom chegar, o rapaz aqui parece assustado, veio nos perguntar o que nós queríamos dizer para ele no almoço que tivemos. - Bom, precisamos de algumas coisas de você, como qualquer outro funcionário. Nossa, a confusão se tornou insustentável, sua cabeça fez interrogações por segundos, será que ele tinha se enganado no pedido dos chefes? Isso seria seu fim, uma acusação sem provas, é o mesmo que um advogado sem palavras.

- Desculpe então senhores, pensei que precisavam de algo urgente, me enganei, quando necessitarem de qualquer coisa, estou á disposição.

Bateu a porta e a sua cela parecia o local mais seguro do mundo, trancou-se nela com a cadeira bem apertada á mesa, e o ramal parecia o carcereiro, a qualquer momento poderia mudar o seu futuro.

 

Naquela noite e nos dias que pulavam pra trás, perdurou sua indignação com o seu engano, seu pensamento brotava perguntas somente de: > como pude me enganar, o que aconteceu comigo ? > Sou um fracasso, pensando mal de algo tão simples, coisas que nem aconteceram, até porque, o que eu, meramente eu, poderia dizer sobre algo? Poderia deixar alguém em uma situação ruim?>

 

Seria o final de um conto simples e sem lógica apenas passando a mensagem de um engano, de que as coisas as vezes não são o que parecem e que ainda existem pessoas com moral inabalável...ou quase.

No final daquele mês que tudo isso aconteceu, foram encontrados os dois chefes desaparecidos por 3 dias, sem vida, em um lugar não habitável, em condições nada humanas.

 O motivo? Declarou o rapaz:

- Minha vida era uma cela, meus bons momentos era o sorriso apenas de uma criança, isso não bastava, o meu restaurante era dos funcionários, isso não  bastava, o meu emprego dos sonhos, não  bastava, meus bens; casa, carro e uma geladeira com o que eu precisava para viver, não  bastava, eu queria mais e mais, tentei seu outro mas não consegui, o que adianta uma vida de moral sem lucro? Loucura? Loucura é viver em uma cela sem estar preso, é ser livre estando preso, preso a que? Preso a...é...a um vida pobre.

A mentira que era para ser sustentada,não passava de uma campanha de marketing,afinal o negócio da empresa era esse,e o rapaz confuso,produtor da propaganda,infelizmente,se perdeu,talvez em sua loucura própria ou nos seus valores invertidos.

O que podemos tirar daqui, são vários pontos: Jugamento da moral, entender as pessoas, olhar para sua profissão com outros olhos,  sentir-se bem no que se faz, estar preparado para desafios... e muito mais aos olhos de quem lê.


 AOS OLHOS DE QUEM ESCREVE  : NADA É DE MAIOR GRANDEZA VER UM SORRISO DE UMA CRIANÇA AO TE ENCONTRAR.

 

 

 


 






terça-feira, 6 de março de 2012

Interessante quando acontecem certas situações no caminho mais tranqüilo, aquele escolhido para passar todo dia, em prol de menos trânsito, para ganhar tempo ou até mesmo por gostar de alguém que ronde aquela área no mesmo horário de sua passagem, acaba se tornando um costume gostoso, uma tarefa carregada de boa vontade ao fazer. Entretanto em um desses dias se algo muda, se o trânsito para ou a pessoa, por seus motivos, não está lá no mesmo plano, no mesmo momento levando àquelas horas, aquele pouquinho tempo da tarefa gostosa, sua perspectiva muda, aquilo não se torna tão bom, pode até ter sido, por semanas, meses, horas, em uma fração curta de tempo, por fim; Tudo já não é mais como antes, independente que após alguns outros segundos o trânsito possa prosseguir e você ver aquela pessoa que tanto gosta de dividir a tarefa matinal, que ela, a pessoa, está lá de novo, e nesse dia, por sorte, por parar o trânsito um tantinho, a perspectiva te faz sorrir diferente, a pessoa escolhe e senta-se  ao seu lado.
A perspectiva é uma estranha sensação que nada pode ser pior - quando se quer - do que possa estar em um dado tempo, sua perspectiva por qualquer coisa pode mudar, uma situação deixa de ser tão ruim se transformando em um alívio acanhado, basta trocar a maneira que se vê á rocha a sua frente. A pedra no caminho, os ditados populares. “A água quando vê um grande obstáculo à frente, não tendo meios de derrubá-lo, apenas faz o simples, o contorna.” Mudança de perspectiva.
Reza uma lenda sobre a perspectiva:
Certa vez um marinheiro ao saber que poderia ter seu sonho de seguir na carreira destruído por notas abaixo da média que a força exigia, tentou se esforçar mais, todavia suas notas sempre chegavam aos seus superiores e pais, que morreriam de desgosto se tudo não fosse concluído com sucesso.
O seu esforço já era válido para melhora, pois as matérias eram muito difíceis de serem absorvidas, a tentativa era diária. Em uma carta resolveu contar para seus pais o que estava acontecendo:
“ Mãe querida para todas as horas, obrigada por permitir que eu esteja aqui, pai, bravo mas amado, agradeço pelas broncas e seus esforços para me ajudar a superar as dificuldades de chegar até á Marinha. Porem depois de algum tempo por aqui, algumas coisas mudaram, meu sonho não é mais o mesmo, fiquei entediado com a carreira, o militarismo é rígido o bastante pra mim, e a por aqui a vida se tornou um sofrimento, preciso me reencontrar e estar vivo por dentro. Conheci muitas pessoas que passaram pelas grades altas e prisioneiras desse quartel, estou me sentido um anormal, um bicho enjaulado, essas pessoas que conheci me mostraram que o mundo é colorido, diferente da cor branca e morta militar, pode ser um rosa pulsante acompanhado de um imenso arco íris . Sentem-se, sei que impactará. Me tornei gay.
Pronto, escrevi, não suportava mais, antes de seguir, pegue o remédio pai, o da pressão, e mãe, me perdoe você como mulher sabe o que sentimos. Infelizmente tem que ser assim, se me amam me entendam, por favor, nesse momento, minha farda de trabalho já é outra, larguei a Marinha e estou seguindo para uma carreira nova em salões de cabelos, noites festivas e gente cor de purpurina, que pais, sei que não gostarão de conhecer. Repassem por favor, essas informações a meus superiores, será mais fácil pra mim.
Obrigada por tudo, mas hoje prefiro uma coleção de brincos a sua coleção me enviada de armas pesadas e escuras.”
Amo vocês.

Não deixem de ler abaixo
Em linhas mais escuras, para demonstrar que não estou no mundo cor de rosa, escrevo que nada do acima acontece. Estudo como um louco para me tornar um ótimo oficial, faço exercícios todos os dias, tenho uma namorada- menina mesmo- Selma, ótima moça, mas não pretendo me casar por agora, fico feliz com cada réplica de arma me enviada pai, limpo elas toda semana, mãe: Obrigado pelas comidas, a tropa adora.
Somente quero deixar por último, no anexo, tem algumas notas que tirei no  período passado, me esforcei muito, mas me dei um pouco mal, porem ainda tenho grandes chances, sou esforçado sempre, sabem disso.

Fico por aqui e espero que perspectiva de vocês tenha mudado, não há problema tão grande que não possa ser contornado, não é mesmo oficial?

Bj seu FILHÃO.
Ainda é certo que problemas a menos são sempre bons.

O inevitável é possível, a perspectiva de mudá-lo para o aceitável, também.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um líder de uma empresa bem bacana, seu chefe, naqueles empregos que se espera algum tempo acontecer te chama, para uma conversa no restaurante  próximo ao prédio que trabalham, o tipo de restaurante que não dá para se freqüentar todo dia, no convite estranho, ainda mais estranho vem em acompanhamento um sorriso nunca antes lhe direcionado do segundo chefe arrogante, não que o primeiro seja, porem chefe é chefe. De prontidão, obviamente o convite  por ele espertamente é aceito, mesmo que fosse na hora do almoço o parto do seu primeiro filho, seria aceito -  ( exagero ) ?
 Em um papo agradável, em um almoço pomposo, gostoso, de se sentir, teve todo desenrolar da conversa sobre trabalho, o segundo arrogante chefe em determinada hora se inclina  a ele e pergunta friamente como se fosse com o dedo apontado para seu rosto, e um nó bem forte em sua gravata: - " Você mentiria por nós? " . - "Mentiria pela empresa que lhe abraçou?” Opa. opa, acalme-se, que história é essa de " eu não minto nunca", calma, que mentira seria, que coisa iria entrar, valeria a pena?  Talvez fosse somente uma pequena mentira, dessas que não são descobertas pelo motivo de serem tão mesquinhas que ninguém se dá o trabalho de tal coisa. Era seu emprego em risco, de certo um filme passa pela cabeça uma hora dessas. Apenas levantar a bandeira dos “NÃO MINTO EM HIPÓTESE ALGUMA” não adiante muito,  a circunstância merece uma reflexão inteligente sobre o que poderia acarretar para sua carreira, para suas contas, para seu dependentes uma resposta insana. Em verdade, não proclamo a postura errônea, e sim uma visão ampliada.
Aquele dia foi apenas um aperitivo, a resposta esperada pelo segundo chefe não era necessária naquele momento, o almoço terminou em sorrisos , pagamento com cartão corporativo e o fim de um emprego tranquilo, somado a um salto para em emprego de incertezas, hipóteses, lacunas não preenchidas.
Daquele dia á diante, o questionamento tornou-se forte com o julgamento da palavra moral. A moral é somente dizer a verdade a todo tempo? É mentir em prol de uma independência financeira? Ele questionou-se bastante, tinha moral, era um homem de moral ? Até onde poderia mentir?  Enfim, lamentavelmente chegou o dia que teria a decisão, a bem verdade a mentira sobre a empresa, nada mais era que uma solução pacífica sobre um julgamento de um funcionário, o que o irritava, era lidar com tudo, não sabia como reagir, estava em jogo um emprego suado, sua família, uma idade avançada para alcançar com tanta facilidade outro emprego, medo de rejeição familiar, receio de ser passar como fraco, humilde demais. Claro que aqui não irei colocar aquelas histórias de conto de fadas onde o ideal fica acima de tudo, nem sempre as coisas funcionam assim, infelizmente muitas vezes as coisas tem que ser resolvidas de maneira morna para fria, pensando em um todo alem dos seus próprios olhos.
A moral que é escolhida por cada um, não vem de berço ou DNA, situações são colocadas em sua vida para uma definição concreta: Viver pouco como um Rei ou muito como um Zé? Já se fez essa pergunta? Se a primeira opção for a escolhida, não se envergonhe, não deixa de ter moral por esse motivo, apenas é uma opção de vida, um caminho que possa trilhar, uma maneira contrária, que muitas vezes aos olhos de pequenos lhe aguardando o retorno á casa, será o herói necessário para um adulto promissor.
O texto finda por aqui, mas a moral prossegue, agora que tenho você até o final do texto, deixo aqui: Qual será sua reação? Prosseguirá? Se acontecer em sua vida, ou até com alguém a seu lado, apóia? Quem sabe não é? Como isso não aconteceu é melhor prolongar mais um pouco a resposta. Assim, ao menos, a moral fica em dia.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CRIO E CREIO

O que se espera sempre para uma nova época, são as velhas e famosas e ainda sedutoras, para o bem, palavras e desejos do bem. Espera-se, apagar os toques sutis, porem incomodos, de casos ruins, e aprender com eles, esquecé-los, mudar algo para que não se repita, enfim: não deixá-los a tona. Esses novos tempos, que estão bem perto de acontecer, são invadidos com idéias fortes de planos, quantos e quantos planos são atraídos por cuidadosos anseios de vé-los acontecer, tocá-los quando assim forem reais.
Novos tempos sugerem novas atitudes, muito ( melhores ) até se escreve sobre isso, mas parem e analizem: Qual é a melhor atitude que deva-se tomar? Já se faz tanto, trabalha-se muito, dorme-se pouco, busca ser do bem, ajudar alguém, não desejar o mal a ninguém, essas; deveriam ou não fazer uma rede de boas condutas? E igualando, desejos humildes atendidos.
No novo tempo, vós criareis formas, condutas, maneiras, caminhos, para ser parte de um novo tempo. O que se é agora, não tem mais espaço, o tempo acabou, mudou, passou de estágio, um grau acima há de ser tomado por inovadoras criações. Criar, se refletir, é você, o que tu criastes até hoje? Mentira, todo mundo já criou algo, transformou criação em movimento real, não estou falando de construção de sonhos, digo, em criação de algo a ser sonhado e feito.
Quando em algum momento de vidas que pairam por todo lugar uma delas não fez a criação de um instante de esperança em alguém, fazendo esse alguém saber que tudo, não importa como, iria dar certo? Quando não criou um amor? Quando não criou  ira? Quando não criou paz e perdão? Em que parte, em que fiada, deixou de criar sua personalidade a ser aceita? Você criou da mamadeira morna a conversa mentirosa para ter um bom emprego. Criou fugas, para esconder de você mesmo, um sorriso amarelo e triste, porem deixar soltar um : " está tudo bem, obrigado ". Criou o ano novo que muda somente de horário, todavia de rumo - aliás, depende de sua criação, do que ser quer criar, da coragem, a importância que se dá a queda e a relevância da vontade do levantar - seguir; "crio e creio", serve como bandeira a nova época.
Em uma nova época, etapa, ano, será assustador, tudo que for criado, o novo assusta, é temido, mesmo sendo bom. O criar, é  diferente do crer, do saber, do ver - apesar de tER, ER no final. Pois para criar, conjuga-se sempre outros verbos aliados, crie seus verbos, crie o que te atende melhor, crie a forma da aceitação do período não tão sorridente, crie como aceitar a felicitação, crie o tempo necessário para adormecer com seu filho em seus braços castos.

Ser um criador, é tarefa Herculana, entretanto, se um " semi Deus " conseguiu:
                O QUE NÃO CONSEGUE UM *HOMEM COM DEUS CRIADOR?


BEM VINDO AO NOVO TEMPO




CRIE A BOLSA PARA SUPORTAR AS PEDRAS QUE RECOLHER NO SEU CAMINHO - RECOLHA TODAS
POIS UM DIA ELAS SUSTENTARÃO E CONSTRUIRÃO SEU CASTELO



* Homem no sentido de ser humano