SOCIALIZANDO

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UM CARA PARECIDO COMIGO!

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

  •              IINDEFINIÇÕES


No andar rápido, oprimido, temeroso  e atrasado, ela seguia na segunda feira; séria, alheia aos boatos dos rapazes carentes da manhã seguinte a noite anterior solitária.
Por vezes passava pelo vendedor e não solidarizava sua atenção a ele, mas nessa segunda, normal aparentemente, sem querer,  ouviu sua voz com a seguinte pergunta:
Quem é você ?  Bom, a princípio para ela aquilo deveria ser uma nova forma de inclusão "marketeira" de propagandista de rua.

Deu de ombros, a passos largos continuou sua trilha, e de novo a pergunta veio a seu encontro. Quem é você ?   "Que saco!"-  Pensou ela, para que alguém afinal quer saber quem sou eu? 
A....no seu alto ponto de auto convencimento, espelhou se dizendo a si própria:
"Essa sou eu, solteira, meio sem cor, não  depilada na segunda, sempre querendo algo, chata e atrasada pela manhã,  de bom humor ainda pela mesma manhã, e com azar de sapatos brancos na chuva." Assim está; sou eu.
No fundo A.... sabia que aquilo não bastava, ela não era tão sintetizada assim, tão simples, tão resumida, no mínimo isso não faz parte de um currículo de mulher.
A pergunta persistiu, e incomodou, aguçou sua curiosidade ao olhar a face no pequeno espelho que carregava á bolsa pequena e grande
( coisa de mulher ) fiel companheira, que sempre abria ao sentar, por sorte matinal, nos coletivos santos que suavizavam seus atrasos de tédio.

E então..." Quem é você?" De verdade, pense realmente - algo falava assim dentro dela;
- " Maldito vendedor ", pensava A...para fora de minha cabeça com isso, que tipo de frase era essa para soltar aos ares bem de manhã assim? Importunando os pensamentos alheios, fazendo pensar mais nisso do que nos seus próprios problemas;
"Que saco!" - Esbravejou ainda mais forte, sutilmente afastando a senhora assustada ao seu lado no coletivo.

A... seguiu sua rotina, seu dia a dia, ficou chacoalhado com a questão, o banheiro, o espelho, tornou-se uma tortura em uso, necessitava saber quem era, e onde estaria a  resposta .

Pensou A...em ser qualquer coisa para adormecer a dúvida, em ter uma identidade de ilusão somente pelo conforto da certeza, talvez se quisesse mesmo poderia ser uma ativista, entrar em causas participativas a um bem comum, sua boa secou e a imaginação desinflou, percebeu em poucos segundos que sempre aplaudiu as atitudes ativistas mas não era ativa, não tiraria a blusa em mostra a seus seios como as FEMEN, e não faz o simples da coleta ambiental no lixo do condomínio, bem, não servia.
A... ativou a máquina de sopro de seu pensamento e inflou novamente o balão de sua imaginação, posou em si mesma e pensou por que não ser uma cigana, uma sem horizonte, quem sabe não era isso que era? Uma desapegada, sem fronteiras, dona do seu mundo, com sentimentos selados e dando a conta gotas a doação deles para alguém, uma nômade, sem um  punhado de certezas, nem punhado de amor . A... só enxergou que na verdade,  não acreditava nem na leitura de suas próprias mãos, uma descrente da crença ( com redundância ).

Por ultimo A...pensou na identidade de passos largos, na sólida e inimiga identidade de alguém, na personalidade que se transforma, na política dos homens, sua identidade seria inovadora, realizadora de sonhos, escrachadora de maus tratos, ladra de dignidade e posta em prova na corrupção. Logo e como sempre, A...viu que não acreditava em política, não vota, era pura a maus costumes, não se adaptaria em forjar uma dívida e tirar o necessário/ básico , de quem somente tem aquilo para viver, por final, influenciaria pouco as vidas alheias.

A... passou boa parte do seu tempo tentando ser uma nova identidade, para essa ser a resposta da questão do "vendedor", se sentir então, segura ao saber quem era, ter a resposta centrada, motivada e orgulhosa.

A pessoa que era não agradava o bastante a questão colocada; era escritora sem palpar um lápis - como muitos-, pensadora e  vendedora também, mas não de sonhos e nem de questões indagadoras da vida, religiosa sem crença, atraente sem par, boa, sem praticar a caridade, rica de vontades frustadas e negra quando a raiva lhe abatia.
A frase do "vendedor" fez A... reparar os detalhes de sua vida, inovar ao que lhe arrependia.
O "vendedor" motivou A...a pensar e não só andar, querer ou teimar, o "vendedor" produziu em A...fúria de promotoria ao assassino absolvido por juri comprado, graça de virgem e excitação de miss na passarela, mexeu com seu ego, seu carisma e as confusões do seu eu.
A...era retraída, achava que seus sonhos não se misturavam com sua realidade, alegava a sua sombra que tinha que ser o que a produziram para ser, norteava que era mero pingente de uma sociedade fiel ao que menos  interessa a vida humana.

Doce A... uma atleta sem clube, uma noiva sem buquê, por influência maternal tinha pinceladas de auto ajuda em ser forte e de punhos serrados para as quedas da vida, todavia algumas mãos bateram em seus ombros dizendo para ela se aquetar que o mundo era grande demais para suas ações.

E foi assim, A...se posou, perdeu-se em saber quem era, escondeu-se na plantação de campos altos da timidez e desapareceu.
O "vendedor" continuou ali vivo, sua função não era produzir motivação, talvez encantar com sua idéias originais e vendas inusitadas. A...por sua vez, passou longe por dias, esqueceu em tentar  saber o que era e quem era, fez-se um ser humano neutro, opaco, com pouca luz, espaçosa de vontade como sempre. Tirou férias do mundo e de si mesma, para melhorar seus questionamentos e sua cabeça, resgatou sua pintura, fez-se econômica mulher, coisa até difícil, uma depressão unida de sentimento invisível ao coração, nunca sentira aquilo, mudou roupas, cabelo e o gosto por coisas novas e melhores a saúde. A...resgatou aproximação familiar, olhava-se constantemente no espelho para ver se faltava algum pedaço, aquele pedaço que gostaria de deixar cair pela rua e esquece-lo por completo.

A... redescobriu-se, vitalizou suas metas, deu volta em obstáculos quando não conseguiu derrotá-lo, mostrou-se gente, ganhou mais dinheiro, não por aumento de salário, mas sim por empregar em causas novas, causas nobres, ajuda alheia e doação de coração quando pode. 

O "vendedor " foi o culpado disso tudo, tocou a mudança, motivou o omisso e a concha se abriu. O "vendedor " existia, porem era apenas um vendedor de balas, um pequeno e simples vendedor. A...precisava ouvir naquele momento, naquela hora a nobre questão, por um motivo misterioso como os caminhos de DEUS, ela ouviu, não se pode entender tudo que se passa nessa vida, não mesmo, temos questionamentos loucos e eternos como de A..., realmente não sabemos quem somos por muitos e muitos tempos, por sorte, acho eu, é melhor nem sabermos, nunca teremos a certeza de total capacidade de ação em nossas mãos.

Um dia somos um anjo e ao final de mesmo dia, podemos não dizer obrigado a JESUS por mais um dia vencido.

O "vendedor" ativou uma ida de A...a seu mundo perdido, arquivado no imponente setor de coletas do sistema...
Um velho amigo sempre disse : " Não deixe o sistema te transformar  no sistema, lute contra isso, não se separe de você mesmo, o sistema não te trará de volta, só você mesmo  ".  
Fica essa pra você A.... 
   

quinta-feira, 15 de agosto de 2019


Família
No ser humano existem características e sentimentos que produzem o que há de mais precioso na formação de pessoas de boa índole .

As referências são algo apreciador, necessitam serem trabalhadas sempre, favoravelmente, como um espelho.

Crianças e jovens, formam suas habilidades e visão de vida a partir de modelos, observando atitudes, linguajar e crenças de quem está mais próximo, percebeu a responsabilidade?
Construir uma família, tem estritamente a ver com formação; família é partilha, envolvimento/entendimento , além de mostrar que é possível fazer o certo mesmo com poucos recursos.

Uma família se une, cuida da retaguarda do seu ente, trabalha em equipe, aprende e repreende o erro e ainda elogia o acerto. Família incentiva a jornada ao objetivo único. Cresce positivamente.

‌Família fraca, destruída e sem promoção, se desperdiça, vive pouco, se desencanta e morre.
Existem vários tipos de família, no trabalho, em um bom trabalho, podemos fazer uma, por vezes, tão melhor do que o próprio DNA. 

Uma família forte e com esforços divididos na busca de uma meta em comum. Uma família boa para todos.

Família é cuidar, ligar para saber notícias, assumir que não se está mais sozinho. Família são irmãos de sonhos.

Família de mãe e pai e filho, família de meninas somente e meninos tão somente, quem se importa?...união e motivação para ser estar junto é o que temos que jogar para dentro do coração.
Família te concentra em se fazer o melhor , sempre. Ajuda no choro, tenta entender e é a fortaleza quando nada deu tão certo assim.

Família mora junto, mesmo a kilômetros de distância.

A família fabrica resultado do que você se tornou, por esse motivo, não tenha a família ideal, e sim a mais cuidadora.

Cuidar é bem familiar.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Role pra cima

CASO NÃO TENHA      APAGADO SUAS CONVERSAS ANTERIORES
NO WHATSAPP
ROLE PRA CIMA, BEM PRA CIMA.
VEJA QUE ESSE APP AJUDOU A ESCREVERMOS QUASE TODA NOSSA VIDA....A PARTIR DE 2009, ÓBVIO.

TEM lá  " DR " , mais tem também declaração de amor.

Tem cobrança de divida, mas também Ha oferta de presente .

Lá, bem lá trás tem pedido de namoro , tem  local marcado em localização do primeiro encontro a 1 ano atrás .

ZAP ZAP tem festa , tem aquele : Como foi seu dia?
Bom de ler ...
Lá tem corrente também, as vezes hoje ela acontece, e a última vez que lemos foi no reveion de 2017.

Lá tras, puxa aquela conversa para lembrar a alguém que ele ou ela escreveu aquilo; rola pra cima, rola pra cima e pronto, ali está .

Tem provas de voz, tem feliz aniversário daquele ano, pois desse, Vixe....esquecido .

Tem trechos de sua rotina , um prato gostoso e indicação de um lugar legal para estar .

Tem grito de campeão do seu time, Tá guardado lá, ai da pra ver que hoje a fase não Tá tão boa assim.

Hô! app para deixarmos rastros e registros de tudo, por mais que não Eu ou você não queira, sim , estará lá.

Tem situação que não se recorda mais, se houvesse a função semelhante ao Facebook de recordar coisas , nossa, tem cada história .

O bom, aprendemos a escrever com um dedo só , o dedão , a escrever mais do que ler, normalmente são mais letras do que áudio .

Compartilhamos tudo em uma velocidade de ver e clicar.
Zap zap...carinhoso apelido nosso, brasileiros, que nas eleições aparecem muito por lá.

Ha! Tem política também , e muita, ultimamente .
Quando você se for , e você vai, e eu também . Se descobrirem sua senha, os fatos estarão lá , suas descrições , idéias , boas risadas e figurinhas. É um diário virtual , que se renova todo dia, diário temático, atraente e viciante...é, tem também  até nova doença de zap zap, tem dores no dedo e tudo , mas quem deixa de zapear?

Socorro?
Tem pedido também, grana ? Se tem, melhor que M.L e OLX , contato direto.
Chama no P.V ( privado ) para quem não é familiarizado.

Com esse verde app até nossa língua mudou, Há de ser feito um mini dicionário com essas novas expressões - PV - Rs...- KKKK.

É uma invenção e tanto, mudança de hábito de comunicação rápida , barata e divertida.

Então , qual será sua melhor  história de zap zap?

domingo, 23 de dezembro de 2018

2019


No relaxamento...

 Do lar, daquele sofá atraente, aquela cama duvidosa, no sentido do sono, descanso ou só ou o pensar...
 Ouvi um cidadão ventilando a outro cidadão, pela rádio, com curiosidade imensa de menino sapeca; de como seria ou gostaria que fosse seus desejos para 2019.
 Sorri em pensamento: "Que coisa  clichê " , pensei eu, e mesmo tendo cuidado com o adjetivo me rendi  - é algo muito repetitivo ( desejos ), eu daqui escrevendo e você dai tentando manter a atenção.
É  claro, que mesmo sem querer interpretaria , você, de cara,  como mais uma breve leitura do que devemos ou não fazer no próximo ano. Isso dá certo desde quando ?

Reforçarei minha tese; ano é ano, 1938 ou 2060 , de certo e por certo, acontecimentos alheios são apedrejados as nossas janelas da vida, isso é como furacão , forte, violento, perturbador e totalmente a dispensar nossa evocação; agora me conte sobre o que você provoca ou deixa de faze lo que tem confronto objetivamente direto com seu vier- isso sim tem interesse impulsivo no 2019.

Tenha como fazer algo e deixar de faze-lo tendo lucro ou prejuízo sobre isso te torna um imortal no mundo dos mortais, pelo "motivo do elevador " , lembra aquela frase célebre nos elevadores? ( ao abrir a porta do elevador verifique se O MESMO está parado ) o mesmo , você será simpático ao comum, pois de certo em maior parte dos seus pares falta lhe entusiasmo para mudar o comum , o de sempre, e isso realmente é importante no seu tal 2019. O que muda se algo dentro de você não mudar? Fisicamente e religiosamente perceba que é uma tarefa tão quanto exigente comparando com o sono, seu corpo necessita dele para sobreviver, e a mixagem de valores, emoções e tato para enxergar o que precisa modificar  ai dentro dessa cabeça sacolejada de politica, STF e cerveja, as vezes dificulta e muito.

Reafirmando 2, minha tese:  Que as coisas que são constantes em verdade, são as transformações, tudo muda não existe nada definitivo; do amor ao pensamento.

Então voltando ao cara da rádio, 2019 somos eu e você, por dentro, estático ou subversivo as mudanças - "elevador", ou assemelhado ao amigo meu ( humor negro nível hard ).

Escolher o seu ano e voltar a cama pelo seu sono,prazer ou sexo é fazer  sim uma imensa diferença!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

LÁGRIMAS




O que será que pesa mais que uma tonelada? É incolor, colorida de cinza na dor, e com cores diversas no sorriso que se mistura na alegria. Entoada de gritos na vitória, e existente no mesmo cenário da derrota; está em todo lugar, desde o nascimento e passa por cada canto de olho em todas as fases da vida, sendo um anjo da guarda, por vezes utilizada falsamente, não é sua culpa, apenas ela escorre, se mostra, pois ela, em si, é sincera.
Sua utilização e feita até por Deuses, são mistérios sua origem nos santos, é degustada e tem gosto de mar, lava a alma, assim dizem, serve como um remédio para corações partidos, é inevitável quando ocorre violência e serve ainda para molhar a medalha de um vencedor. Jesus em algum dia se serviu dela, mães são fãs constantes de seus conselhos, inundam suas vidas, suas vozes, seus orgulhos nas formaturas, compartilham com seus filhos, dividem suas dores. Lágrimas... Negociadoras de emoções, representam todas, borbulham dos olhos de bêbados contando suas antigas histórias, penalizam quando assistida de perto; lágrimas criam faíscas com a saliva do amante, é a linguagem das crianças, a linguagem do drama, o ganho do programa sensacionalista, lágrimas... Pousam no preconceito de não exercê-las.
Uma lágrima vale como palavra de contestação de um pedido não atendido, alia-se a esperança aflita no resultado, lágrimas de um senhor ou de uma moçinha não são diferentes, apenas agem diferente, são contadas de formas diferentes e saem à alvorada por motivos diferentes, nem sempre seguida de choros, de desespero, por vezes são aliadas a pensamentos apenas, convencidas por mãos que delimitam sua trajetória que é a hora de cessar, de voltar a seu recinto, com a certeza que irá ser novamente chamada, em breve, por causas impossíveis, causas sem razões atraentes para o incomodo, causas irreais -; entretanto, são lágrimas, atendem chamados, não podem ser negar.
Lágrimas causadoras de comentários, de músicas encantadoras, alma da saudade, tapete em campos de batalhas, remota Lembrança. Lágrimas inspiram a despedida, são negadas pela vergonha machista, e anunciada pela ida para outro plano, lágrimas são como a chuva fria de inverno, mistura-se a rostos envelhecidos ou machucados pelo tempo, tumultuam quando não se consegue conte-las, agem por conta própria quando se enfurecem, carregam o medo, a melodia, o rancor e o salto ao sucesso. Lágrimas são as minhas risadas, um tombo alheio, suas preocupações, lágrimas não se sabe ainda para que tê-las tanto assim, lágrimas são episódios de uma história que conta sua vida.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Um ato complexo foi eu conviver com   alguens" quem tivesse sido fracassados em suas aventuras de vida.

Os bem feitores da não verdade que convivo são os melhores de todos os tempos, e em tudo que o tempo os dá.

Impressiono me com a exatidão dos mentirosos em seus feitos. Eu, coitado, o que me resta?  Penentencio -me , julgo me o problema. Não é possível tanta coisa boa para um molho de gente pouca.

Eu morto, fraco e normal, sem atracão, sem paciência, preguiçoso e feio. Entendo me, conjugo me, mas não os aceito assim, tão assim, sabe?

Ele retirante de letra da etiqueta dos tapetes vermelhos da moda.
Claro, atento, perfumado e útil. Ela, atraente, sortuda e com batom em cores do amor.

Eu calado, temeroso, humilde e sem crença, diferente por assim dizer. Já me deparei com muitos assim..assemelhado a mim, mas só em espelhos, na vida real. Estranho...nunca.

É de ser cômica essa minha percepção débil de não enxergar ninguém como eu.

Só consigo contato com os melhores:
Os sem rasteiras e obstáculos, os sem rotina e com sexo e sono em dia. Os sorridentes - falsos, mas com uma vida digna, mesmo que seja só na sua fala os nas suas redes sociais.

Muita paz me traria a voz real, a voz humana e verdadeira. A voz que junto a seu corpo ajoelhado, detalhasse as suas perturbações a divindade.

A voz doce da lembrança que sabe que nem sempre tudo foi ou é assim como se
 diz.
Seria uma grande sorte não encontrar super humanos ( eu só quero os humanos ) ou os bichos - dependendo da ocasião.


Eu sou separado, sem complexos. Com espaços a serem preenchidos, com atos a beira da revogação.
Eu prefiro saber dos seres, do que são capazes e não o que os capacitaram....ninguém é preparado, apenas polido, uns mais ásperos e outros mais lisos para as funções que assim o exigem.

Eu não conheço mesmo os moços menos espertos que eu, mesmo tentando ser mais prático.
Me abalem de verdades, mas me deixem vivo e em paz.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

                              Parecido


Vivo por aqui mesmo, é o meio que mais gosto de viver, não é um hábito, até por que não consegui alcançar o romance         ( vida é trabalho e trabalho é vida ) meu trabalho é só meu sustento e ponto; minha esposa sempre diz ao contrário.

 Essa vida pelos meios das letras, invento frases e parágrafos que os meus amigos não entendem, de qualquer forma, por tentarem, já me cativa a gentileza, é meu sustento em verdade, como sou e o que procuro, as letras dizem.

Vivo demais por aqui, só não sou muito adepto das passarelas escriturais da literatura do amor.

São Dois pontos: Não escrevo sobre mim e nem sobre amor, parece, mas não escrevo. Sempre prefiro opinião alheia sobre algo que tento escrever, me conheço ( auto crítica ) severa, aí me acho chato. 

Prefiro saber de alguém que me ache assim, assim, um pouco melhor, do que meu velho espelho.

Complico, sei disso, os meus pensamentos que jogo no papel, pois bem; são meus, são estranhos mesmos meu colega! Mas... São autênticos.

Gosto de pensar que escrever me ajuda, me orienta, tira meu sono e compensa minha timidez, me confessa, me adianta e viaja comigo. Escrever é um fato meu, e um fardo que garanto não pesar kkk e sim pensar, mais alto , claro, e nunca voltar para o mesmo tamanho o qual eu fui certa vez antes da cerveja relaxante.

Como disse, não escrevo sobre mim, não me acho tão perfeito para isso, mas as críticas... essas me deixam felizes. Gosto de quem pensa em mim. Alias, crítica não é raiva.

Em meio a tudo que escrevo e penso, transporto o que me emociona para alguém, isso sempre. Mário Quintana um dia disse : " Não há uma vírgula que escrevo que não seja sobre mim, que eu não esteja nela. ". Isso sim é maravilhoso, estar naquilo que se escreva, não fisicamente, não nas palavras, ainda que não seja na ideia. Porém você está ali, aquilo é seu, é sua propagação, é seu compartilhamento, sua responsabilidade de plantar uma visão para quem dedica um tempo a você, a sua arte, o seu poder de imaginar e fabricar letras.

Então.... por final...não escrevo sobre mim. Talvez, só sobre alguém um pouco parecido.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ladrões da felicidade



Em um descuido da escuta, foi pronunciado esse pensamento, essa frase ( Ladrões da felicidade) . Alguém supostamente interessado na felicidade, pescou, tomou pra si e repassou, nota se que felicidade, afeto e conhecimento, sempre devem ser compartilhado. Isso os amplia, ressurge, vai e volta.

 Um ladrão nunca é bem visto, nunca é  apadrinhado de uma recepção positiva, afinal , ladrão é ladrão; e com uma atenuante grave nos dias atuais. Um ladrão de felicidade é duplamente ou até mais vezes desonesto. A felicidade é algo raro, complexo e de estado, ela não está sempre, você encontra se feliz apenas em algum momento ( estado ) não "É" o senhor feliz, não se é feliz quando se quer, e sim quando se possa sentir.

Todo produto raro tende a ser arquivado, escondido, preso e atmosfericamente envolvido de medo, medo da sua cópia falsa, do seu subtrair, da sua troca.

 Felicidade não difere disso, é um estado único, não diário, hoje acontece e quando novamente.... só os astros sabem. Roubá lá, levá la , obstruí lá, é uma ato grave, vil e de praxe cruel do ladrão de felicidade, seja sua ou alheia.

Velhos, resmungão, tolo, ausente de positividade... tem ficha longa na carceragem . São Ladrões da felicidade conhecidos, sempre por perto, sempre querendo voltar ao casulo, se sentem bem presos, roubam com prazer, para serem fortes somente necessitam do descuido, da atenção ao que não engrandece, do fútil e da vida morna.

Ladrões... Ladrões...sejam amaldiçoados ; queiram não existir. Nem sempre é simples ter a felicidade como aliada.

domingo, 5 de junho de 2016

Parecido

                               


Vivo por aqui mesmo, é o meio que mais gosto de viver, não é um hábito, até por que não consegui alcançar o romance ( vida é trabalho e trabalho é vida ) meu trabalho é só meu sustento e ponto.

 Essa vida pelos meios das letras, por tentar inventar frases e parágrafos que os meus amigos não entendem, de qualquer forma, por tentarem já me cativa a gentileza, é meu sustento verdade, como sou e o que procuro.

Vivo demais por aqui, só não sou muito adepto das passarelas escriturais da literatura do amor.
São Dois pontos: Não escrevo sobre mim e nem sobre amor, parece, mas não escrevo. Sempre prefiro opinião alheia sobre algo que tento escrever, me conheço ( auto crítica ) severa, aí me acho chato. Prefiro saber de alguém que me ache assim, do que meu velho espelho.

Complico, sei disso, os meus pensamentos que jogo no papel, pois bem; são meus, são estranhos mesmos meu colega! Mas... São autênticos.

Gosto de pensar que escrever me ajuda, me orienta, tira meu sono e compensa minha timidez, me confessa, me adianta e viaja comigo. Escrever é um fato meu, e um fardo que garanto não pesar, e sim, pensar, mais alto , claro e nunca voltar para o mesmo tamanho o qual eu fui.

Como disse, não escrevo sobre mim, não me acho tão perfeito para isso, mas as críticas... essas me deixam felizes. Gosto de quem pensa em mim. Alias, crítica não é raiva.

Em meio a tudo que escrevo e penso, transporto o que me emociona para alguém, isso sempre. Mário Quintana um dia disse : " Não há uma vírgula que escrevo que não seja sobre mim, que eu não esteja nela. ". Isso sim é maravilhoso, estar naquilo que se escreva, não fisicamente, não nas palavras, ainda que não seja na ideia. Porém você está ali, aquilo é seu, é sua propagação, é seu compartilhamento, sua responsabilidade de plantar uma visão para quem dedica um tempo a você, a sua arte, o seu poder de imaginar e fabricar letras.

Então.... por final...não escrevo sobre mim. Talvez, só sobre alguém um pouco parecido.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Obra

Percebeu ela que muitos escreviam um pouco por muito tempo, não o tempo da longevidade, mas sim o dá intensidade. Alguns ou melhor algumas, escreviam procurando ser poemas , mas em verdade eram poesia, solta, fora de regra, do jeitinho que ela gosta, da maneira ortográfica correta, infantil.

Percebeu ela, e a fez preocupada, se ocorresse o abandono da obra, o esquecimento da história . O que seria  deixado quando eles e eu me for? Pensou ela, eu quero ficar, pensando ainda, eu quero ser viva, pra quem se importa, sempre.

 " Minha alma na cabe no meu corpo".
Por esse motivo, esqueço - o, me inclino mais a observação da obra , do que sosobra. " - Não abandone! " Diz ela, sua forma de vida é escrita independentemente de vontades, isso é um fato, o que pode ser alterado é o destino de sua obra, de como ela irá participar nas vidas alheias, do seu projeto. Tenha algo longe do banal, fútil, superficial.... aliás, " a vida é muito curta para ser pequena " . E sendo muito curta por si só, não é mérito que se apequene ainda mais por apenas falta de capricho.

Ela em algum momento de sua rotina quis ser grande, sustentável, como não poderia deixar de ser, precisa de consolidação física das suas necessidades, mas....mas...quis algo inédito para ela, pois bem: Fez uma obra, ou ao menos a resgatou de algum lugar do passado. Nem tudo na vida precisa ser mudado a todo instante, algumas coisas sim, outras melhoramos, ampliamos, ficamos reinventando uma forma melhor de fazer algo bom mesmo que as condições naquele momento não sejam favoráveis à fazer ( o melhor ); mas se fará " o melhor" dentro das condições que se tenha naquele momento, até que condições melhores possam chegar para se fazer melhor ainda o que se já faz de melhor. Clareza de idéias? Vai saber... entretanto... certeza.

Sua obra foi editada, revisada e polida, entrou em uma atmosfera mais sábia, não a tal ponto intelectual, não precisava naquele momento disso, apenas se tornou importante. Existem coisas famosas que não são importantes, e coisas importantes que não são famosas; para ela que ainda não se foi, mas se vai, a imortalidade a seguirá, será co irmã. Sua obra postergará , encontrará um meio de deixa lá viva, e isso é a prática do negócio. Tem gente pequena que sabe que não sabe tudo, que sabe que nunca irá saber tudo que se possa ser sabido, que sabe, e ela sabe disso, que ela , nem ninguém, todos juntos, nunca saberão tudo que se possa , e com isso cresce. Gente que acha que é grande, para tentar se firmar precisa sempre criticar e humilhar Alguém.

Ela uma reinventora, fez outras escolhas na sua vida para sair da tolice. Fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes isso é ( tolice ). Sua obra merecia por isso, jamais pela fama, isso não tem valia, e sim pelo melhor, pela afirmação de deixar algo, a alguém, a quem....talvez ela..eu ...ou outro, não importa. O diabo é deixar de viver. Por isso repete se, mãos a obra.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Em qual mentira vou acreditar?

Um ato complexo foi eu conviver com           " alguens" quem tivesse sido fracassados em suas aventuras de vida.

Os bem feitores da não verdade que convivo são os melhores de todos os tempos, e em tudo que o tempo os dá.

Impressiono me com a exatidão dos mentirosos em seus feitos. Eu, coitado, o que me resta?  Penentencio -me , julgo me o problema. Não é possível tanta coisa boa para um molho de gente pouca.

Eu morto, fraco e normal, sem atração, sem paciência, preguiçoso e feio. Entendo me, conjugo me, mas não os aceito assim, tão assim, sabe?

Ele retirante de letra da etiqueta dos tapetes vermelhos da moda.
Claro, atento, perfumado e útil. Ela, atraente, sortuda e com batom em cores do amor.

Eu calado, temeroso, humilde e sem crença, diferente por assim dizer. Já me deparei com muitos assim..assemelhado a mim, mas só em espelhos, na vida real. Estranho...nunca.

É de ser cômica essa minha percepção débil de não enxergar ninguém como eu.

Só consigo contato com os melhores:
Os sem rasteiras e obstáculos, os sem rotina e com sexo e sono em dia. Os sorridentes - falsos, mas com uma vida digna, mesmo que seja só na sua fala os nas suas redes sociais.

Muita paz me traria a voz real, a voz humana e verdadeira. A voz que junto a seu corpo ajoelhado, detalhasse as suas perturbações a divindade.

A voz doce da lembrança que sabe que nem sempre tudo foi ou é assim como se
 diz.
Seria uma grande sorte não encontrar super humanos ( eu só quero os humanos ) ou os bichos - dependendo da ocasião.


Eu sou separado, sem complexos. Com espaços a serem preenchidos, com atos a beira da revogação.
Eu prefiro saber dos seres, do que são capazes, e não dos que os capacitaram....ninguém é preparado, apenas polido, uns mais ásperos e outros mais lisos para as funções que assim o exigem.

Eu não conheço mesmo os moços menos espertos que eu, mesmo tentando ser mais prático.
Me abalem de verdades, mas me deixem vivo e em paz.

terça-feira, 24 de março de 2015

                                          UM LIVRO DIFERENTE


Aconteceu naquela hora, em um momento de leitura, momentos nobres do saber, momento que o ser fica intenso, envaidece uma emoção de abrir parte da interferência, entre o motivo do saber e o servir do saber. Naquele momento lí um livro diferente, um livro novo, não de capa, não empoeirado, não por indicação, um livro diferente que me divertiu, me ensinou, um ensinamento não escolar, não universitário. O livro de um dia foi o que eu conheci, um dia após o outro, página após página, era lido, virou uma mania, um forma de descontração. Livro por livro já estava acostumado, um por mês ou dois, vários por anos, livro, aprendia usar e cuidar na escola, o que lí, foi uma outra forma de livro, uma maneira de chegar as mensagens, vidas, formas novas de ver e fazer a vida acontecer através do livro. O que me ensinou, o que aprendi, conto depois, o que importa agora é a maneira de ler o livro, porquanto, o que adianta ter um livro se suas mãos, seus olhos, sua fantasia, não dá alma ao livro? Se sua emoção, seu espírito, não se encaixam nas linhas descritas, o livro, assim, puro, nada mais é que um papel desinteressante, frio, cortes de árvores em vão, sem o véu de suas toras, sorrindo para uma fantasia transformadora de uma nova leitura.
O livro que li me reteve por horas, conseguimos juntos lembrar e projetar planos, li um livro que lembrei de pessoas, acasos, pontos fracos e fortes que atingem a todos, me encontrei nesse livro, para quem escreveu cá entre nós, fiquei até com uma pequena inveja, gostaria de ter sido eu mesmo, mas me contentei a ler. Afinal, o quanto é difícil ler boas literaturas para quem gosta; o mais estranho é que, o livro era tão importante e abrangente, que vi as folhas passando nos dedos crespos do menino rebelde, nas mãos foscas de giz do professor, colocado sobre o colchão, com carinho, naquele colchão branco e confortável da jovem aprendiz intelectual, o livro tocou o passageiro apertado no transporte, e conto de pai pra filho na pré história a beira da cama.
Obviamente, me deparei com quem não se agradasse por ter o tal livro consigo, no mínimo por perto, críticas e afastamentos surgiram no conteúdo do livro, tentaram afastá-lo do amor, da verdade, de uma escrita poética, enterrá-lo em páginas digitais e coloca-lo no calabouço do esquecimento, disseram que tudo que havia no livro, não era preciso mais ser guardado na mochila escolar, na estante, no orgulhoso acervo, bastava apenas um pedaço pequeno de metal colocado em uma máquina, e ali estaria, ele, o livro, com mais seu amplo saber á amostra. É claro que outra corrente acordou, foi contra sua prisão, o livro era a liberdade do mundo, escrito por penas, emoções, tristezas folclóricas, de maneira alguma, mesmo com páginas arrancadas seu começo e fim ainda estaria intacto.
O livro que recebi, não é religioso, apesar de ser um porto para sua proteção, o livro não é acadêmico, contudo com um conteúdo imensamente formador de um ser humano idealizador de idéias, o livro não é quadrinhos, não é de poesia e tão pouco de comédia, que por dizer, tem pinceladas de tudo isso.
 O nosso livro, é o que escrevemos apenas por viver, simples como respirar, existe alguém, que não sabemos quem, que está lá, assistindo, escreve o que vivemos, coloca em páginas uma a uma histórias de vidas, e o seu conteúdo, pode procurar, procure onde possa estar o livro de sua vida, alguém escreveu para você, contou lá nas páginas originais e palpáveis seus sorrisos e suas burrices não podem dar indicações onde seu livro possa estar, porem se quer saber sobre você, não deixe um livro acabar, ele pode ser o seu.





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O DONO DO MUNDO!

Querer saber de onde vem isso tudo será um pecado? 
Pai, me responda o que faço? Pai o que há? Quem é esse senhor que parece ser maior que tu Pai? 
Grande, poderoso, força maior que já conheci por aqui, quem é ele Pai?
 Vocês conhecem? Sabe...aquele senhor... O que muda minha vida, e a sua, aquele...deixa eu pensar como explicar... O senhor que faz o nada virar tudo, o cara que me faz acreditar em instantes em alguém que nunca ouvi falar, faz o mundo adorar um homem negro, bem aparentado, de nome diferente, assim por dizer; virar esperança de uma raça, transformar-se em primeiro presidente negro de um país, que é o primeiro pais dos países. 
 Pai! Deixa eu conhecer esse senhor que transforma tudo o que ele quiser, pessoas comuns em super estrelas intocáveis, um matuto em poliglota, alcoólatras em educadores, moradores de rua em funcionários públicos,  quem é esse senhor? O senhor que aperta um botão no ocidente e explode meia nação no Oriente, quem concebeu esse poder todo somente a um ser? O ser  que me faz sorrir com vozes musicais descobertas e tiradas da lavoura, me deixa pensar que posso fazer o que eu quiser de minha vida pai, até me tornar deputado, eu penso e ele faz acontecer. 
Pai! Não sei por onde procurar esse senhor, que é o da guerra, o dono  da minha paz, propaga a uma voz o respeito de milhões, um garoto ser idolatrado com um chute a gol, dita que esse mesmo garoto deva ser mais rico e importante pois simplesmente ele quis. Faz um muro deter o carro de um herói automobilístico, esse senhor tem rédeas, teias, tentáculos em tudo, move o meu mundo, diz quanto vale minha vida, meu amor, meu sossego, minha casa e o que posso ou não querer comprar, especula, induz e enfeitiça...nossa, ao mesmo tempo apimenta meu coração com um novo gracejo de saias, até nisso apodera-se. É poderoso sim, mas quem deu o direito a ele de me aprisionar domingo ao sofá? De me tirar o direito de pesquisar algo na Internet e cair sempre em Google e buscadores, de onde vem algo tão arbitrário assim?
 Ho Pai! Quero ser livre, ir onde eu puder alcançar, falar errado e não me perder em regras da língua criadas por esse senhor, aprendo uma coisa e agora tenho que desaprender, tenho que me acelerar a entender tudo, a seu tempo, do contrário, não sirvo, não sou atualizado, isso é um insulto, esse senhor me coloca em uma caixa, me conta que o padre tem que ser virgem e não há vida após a morte, quem é ele para dizer isso tudo Pai ? Peço meu Pai, que não me deixe sozinho com esse senhor, o mundo seria melhor sem ele, eu teria ainda a minha vista verde da janela, não teria que escutar que não posso visitar um lugar porque  esse maldito senhor colocou o preço além de minhas posses, poderia andar com meu carro sem ter que a cada dia pingar  uma moeda a mais no meu porta níquel pois o combustível ficou mais caro.
Não sei mesmo onde encontro esse senhor, acredito que fica em algum lugar alto, quente, intocável, sorrindo, gordo, comandando seu tabuleiro de xadrez, com as peças vivas que são nossas vidas, um senhor além desse mundo, mas longe de tu Pai meu, por isso me proteja desse senhor, do que ele é capaz, preciso de pouca coisa aqui, saúde, emprego, uma casa, dignidade, uma boa escola, ser invisível no assalto, somente isso já me faria sobreviver, mas esse senhor não deixa, ele é dono de tudo isso, o que acontece sempre passa ao seus olhos, nada foge. Sei que é maior que isso Pai, então, confio, sigo, luto , tenho fé.
E o senhor....com você mesmo que falo, eu escrevi sobre você , contei a todos, tudo o que faz, com age, e quer saber? Não há nada que possa fazer sobre isso, esse então, se chama destino.

SEJAMOS OS SENHORES DE NÓS MESMOS!

sábado, 26 de julho de 2014

CHEGA

Chega....
 É um absurdo  a  preocupação em não poder sorrir. Bem, ao menos eu ouvi isso de alguém muito preocupado. Ao ouvido percebi que é depressivo se pensar, mesmo em tom cinza cômico, a aridez ao sorriso. O que significa isso? Eu preciso sorrir e me preocupar menos. Nossa, me sufoca de verdade a preocupação diária e não conseguir meios para resolve-la . Fico eu daqui, ouvindo e sentindo emoções improvisadas, da mentira para tentar ser importante ao desapego travesso a verdade invocado na fala, na vitrine ou no improviso.

Chega viu... de a minha vida te se tornado -  a minha  vida medrosa - , o que mais sou alem de : Sobrevivente carente, de status seguro e notícias ruins?  De fato não mais me acostumo a não te-las próximas a minha vida ( as notícias ruins ). São minha proteção, notícias ruins me asseguram onde enviar meu corpo, me deixam relaxado por estar longe, frígido ao lado do meu muro tropeço em seu som. O medo me orienta, me deixa igualmente corajoso a não ao enfrentamento fútil, a guia tênue entre amor e dor - se é amor, não é dor, ou guerra santa, me desculpe o erro ao contraditório, mas tenho medo sim.

Chega por favor...
Farto e fardo me achar menos inteligente por tornar minha própria sobrevivência indigna. Que poeta sou eu? Prefiro não estar aqui. Me imortalizem, me lembrem, me escrevam e ensaiem peças sobre minha arte, todavia estou fraco e encurralado. Todos venceram e eu não segui a vitória e nem a derrota,  preso a fantasia de que tudo se resolveria por si somente. Besteira! Nada se resolve por si só.

Chega..
Hoje, ou até ontem mesmo, ainda que sem perceber muito, dei um basta em meus currículos de vida, vida e não de vidas. Pois de certo nessas tenho muitos. Dei um basta vasto. Abri o meu resumo chamado ( certo de ser ). Sintetizei minha alma, o que acredito e procuro entender, apesar de tantas perguntas não compensadas. Perguntas, questões, pensamentos e atitudes, todos foram minimizados, subtraí os detalhes, aliás do que valem? Detalhe, é combustível no amor, na exploração de um corpo incendiado e necessitado de prazer, mas muitos detalhes em sua vida o deixa lento, pesado, sem fé e conflitante no crê.

Chega..
Vamos lá, o que acham? Do que adianta acontecer para após escreverem? Do que adiante ser poeta do pós e não olhar o pé fixo no presente com atenção devida, não tentar entender o que tem e não o que vem? Poetas, escribas e versadores. São meus Deuses! Hoje.

Chega...
Não fujam mais de mim, vivam de novo, ou viva para quem ainda possa materialmente escrever. Esteja por perto para sussurrar o que necessitem saber: Como a música; a oferta do sorriso ; a apropriação débita - devida - de uma tragédia anunciada, mas não perceptiva.

 Estou farto de novo, chega ...
De imprensa, votos, criticas e .escolhas. Essas por ultimo, são a síntese do que Deus, a seu modo, queira colocar na TERRA, escolhas...sim sempre há alguma. Litros de escolhas, de sorrisos - precisos - litros do que te faz feliz.

Chega meu bem...
Meus músculos, sangue e respiração não irão ficar mais rápidos que o tempo, não me perturbe com as críticas sem benefício aparente, sou um idiota por querer ser sempre igual e as vezes superar a diferença, estou em crise, mas sem deveras preocupações, crise de burgues, calma, serena, sem pensar no feijão ou no aluguel, crise do álcool aflorado ou da grana " dá pra sobreviver " e bem. Crise forte e plena, crise com a correria, com o gozo precoce, com o sexo rápido, com o dia e a noite mais curto e frenética, fico frustado com a tecnologia que me abate, me eleva a fazer o que ela pretende, me inunda e tende a me levar a sua tendência.

Chega
 De ser um qualquer, qualquer ser humano, qualquer importante, com ou sem grana, doente ou oportunista estudantil do milagre da cura da vida com diploma ou caneta política. Chega né? De escolherem por mim como eu quero acordar, do que eu preciso e que Deus deve estar a meu lado quando eu o chamar. Em verdade: Ele não está, mas sua fé e sentimento se transportam até ele. Chega de não acreditarem em mim e só escrevem me escreverem no citado assunto sobre política.
Não escrevem, não escrevam, não falem , não ajam sobre política, fujam dela, não se perturbem ou ganhem dinheiro com ela, aliás, não se ganha dinheiro com política, apenas que o se faz é;  recicla-o em grande quantidade e não repassa a quem de direito. Pense nisso.

Chega
Escolhi meu próprio meio de viver nessa droga de mundo feito para eu morrer depressa, sim, quem pensa, fala, grita, escreve besteira e não ganha dinheiro, nem faz politicagem negra, está ao mundo por fazer hora extra de certo. Meus caros, início simpático de discurso; mas aqui não é; se sua felicidade está cogitada em três pontos principais, me desculpe, mas sua vida depende sempre de alguém para lhe fazer melhor.       A sua parte é ser próspero, forte e saudável, produtivo e valente. Chega meu amigo! Chega de ser deixado, não é necessário isso para sua busca de como ser melhor, chega de buscar alguém que vá mudar sua vida, vale isso para o amor também.  Chega de ler para ser inteligente, faça apenas por querer e gostar, isso vale para o escritor.

Chega...por aqui se faz o meu fim.
O que vale mesmo ao chegar o fim é o puro e sincero sentimento que afronta o homem diariamente; seja o seu qual for.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

SENTIMENTO DE UM LOUCO POVO

Não me custava nada não querer, até pelo motivo de parecer a total loucura, mas acho sim que hoje chegou a hora da sociedade alternativa, seria uma salvação adaptada a não esperança que percorre minha gestão nesse mundo.
Uma sociedade que me livrasse da ilusão insana da esperança, de minha realidade ser pacificada por um sentimento correto, por motivos concretos e capazes de serem feitos a pouco tempo, em breve prazo...Por favor, tirem-me daqui, tenho medo, temo demais, é ilógico, mas não temo pela minha vida, temo por saber que seres querem sorrir e não podem, temo por não poder estar triste quando se queira, temo por ter que agradecer o pouco quando eles poderiam ter o que sempre desejam. Que sofrimento ser preso por dentro e por fora, queria ter a chave da liberdade aspirada, ter a palavra animadora para o confuso, ter o rumo para o andarílio sem sorte mas com potencial.
Deixem viver a vida, a vida abandonada no corredor frio do hospital, trocada por um grito, algumas vitórias e um velho ouro que em 58 ou 62 era brilhante e autêntico, transformou quem o tocou, corrompeu quem pensou em te-lo, e "bandiou" os que não tinham talento para apreciá-lo a mão e descobriu que com ele e a caneta, a vitória de um povo estaria garantida nas contas monetárias e enferrujadas de lágrimas da ostentação infiel as promessas.
Que sociedade louca estaria tão morta quanto a minha? Nossa Deus! Me entregue um tempo sem derrotas, minhas manhãs são secas, não por falta de alimento ou bebida, mas sim por falta de me sentir  providenciado, atendido, minhas manhãs são trocas diárias, troco de papel em pensamento com todos que não deviam estar naquele lugar, em remoto momento de sua vida fiel a suas convicções, e é nesse tal momento que elas se perdem, por intermédio, por providência frontal ou por apenas usar o mesmo ouro das copas, mas que é totalmente inseguro fora dos campos, aceito como moeda de troca, sem permissão do dono.
Nada de críticas, não se pode criticar uma loucura com desatino, sou um desatinado pela insistência ou mesmo por não criar a minha sociedade. Já passei do estado de loucura, do estado do costume e aceitação, o que mais me abala? Somente a perda mais próxima, o amigo ao lado, a vida interrompida por ordem relativamente natural já se faz como uma benção doada e merecedora, louco....uma dia terei a oportunidade de me tornar louco e fazer minha mudança, para um canto arejado de poder - poder chorar por nada - poder estremecer com o hoje banal "adeus"- poder de desejar toda manhã. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014


Para onde vão as lágrimas? Lágrimas de um abraço, de um povo unido, de saudade ou repulsa. E onde se escondem e saem rápido de um para outro lado, de uma maneira ou outra os sorrisos? Somem? Apenas isso? Aparecem e se escondem quando tímidos, para onde vão quando o procuramos em um rosto carrancudo
Onde estão os abraços que são deixados de serem doados? Em qual lugar possa se procurar um beijo? ...valioso beijo que passa de boca em boca, beija-se seu amigo da escola, que beija sua irmã, que passa para seu colega...e por aí segue.Onde estão quando precisamos tanto?
Cadê o beijo dos sinos soando? Beijo de se deixar molhado de tesão, beijo de perdão.
Onde fica morando o olhar doce quando queremos retorno naquela paquera? 
Olhar dê : " Puxa, também te vi" ele nunca vem na hora certa. 
O que acontece quando conhecemos aquele perfume de algum lugar, mas quando olharmos, não é a pessoa que usa "á interessante"? Para onde vai o cheiro quando não é o seu par de pernas certo? Se desfaz? Nunca teve por ali? Era somente uma imaginação do olfato? 
De que são construídas as manhãs depois de um sonho bom? Onde encontrar de novo o sonho depois de acordar?
Mostre o local, esconderijo, escuridão, que alojada a felicidade contida de pais separados com orgulho do filho campeão. 
Qual é o lugar onde  pode ser achado o não amor de filho para pai e pai para filho? Nunca, jamais deveria ser encontrado o tempo e a hora da mãe ver os seus subirem ao céus antes dela. Mostre-se a luz de um nascimento; onde fica presa? De onde sai tão intensa e hipnotizante?
Onde ficam guardadas todas as respostas dos professores? Como podem saber de tudo?  Como sabem que nasceram para lecionar? Qual sua vocação, sabe?
Os esconderijos são os meios mais sensatos para se sentir sozinho, sair do mundo um pouco, ficar somente com um pedacinho dele, sem egoísmo, que o resto fique com tudo, no esconderijo somente é necessário esse cantinho. Esconde-se uma vontade, um xingamento, um rumo a mudança, uma vingança febril, um desejo horrendo ou um desejo supremo. Esconde-se a verdade e a mentira, uma fagulha de pó em baixo do tapete da casa da dona, uma história, pode até ser de amor. 
 DE QUE SE ESCONDE E PARA ONDE VÃO AS COISAS QUE NÃO ACHAMOS?
           NÃO É UMA ENQUETE. MAS PENSE E RESPONDA PARA SI. DO QUE SE ESCONDE?
                   EXISTE ALGO A SE ESCONDER?
Esse ano vou começar ouvindo mentira.

 Não entendo em verdade o motivo real de quem gosta de escrever um pouco querer sempre ser notado - escreva por escrever - igual a: " amar por amar " ou ainda " amo porque amo " como diz Fernando. Para que e por quê ser notado? Em blogs, dizem: "Ser visitado". Por que? É tão necessário assim? Escrever é algo natural, apreciável de fato, porem, apreciado quando se tem que ser apreciado; será que é a fama? A exposição?
 A postagem lógica não precisa ser temperada de comentários, a nota, dever ser notada, pelo simples fato de ser uma nota, uma mentira bem feita, uma novidade ao olhar e um puro suspiro de coisa boa.

Irei ouvir mentiras pelas escrituras, notada ou não, irei ouvir mentiras pela eleição, pela copa no Brasil e pela ingênua sensação da partida de um ano para outro. Ouço mentiras desde o ano passado, parece assim findar-se uma época, um mundo, uma vida que eu tinha e irei recomeçar outra.

Critico, e não julgo, a ambição exagerada pela visita, pela vista, pela visualização de alguma coisa tosca ou célebre que alguém possa escrever. É fruto, triunfo ou permissão à escrita, em concordância com a leitura, e por parte, em parte, ao par de mentira. É claro, quando se escreve pode-se mentir, inventar, devanear sim, aposenta-se o bom senso ( uma obra livre ). Por pouco pode-se fazer alguém escrever, bem ou mal, a equação é sempre exata somente na matemática, aqui, no mundo anônimo, pelo menos deveria ser, pode-se escrever sempre mal, se a sua amostra não se mostra, quem será seu cúmplice ou julgador?

Talvez seja essa a chave da fama do corajoso, que explana o que escreveu, mente no que escreveu e não se importa de ser visto, o anônimo já por si só acovarda-se de escrever a público, sua mentira é engavetada, mesmo sendo maior que a do corajoso.  Conte sua mentira, escreva sobre sua "matéria horizontal da bola", não importe-se com a exposição, somente cruze o crucifixo nas mãos na ambição de ser visitado a todo tempo.

Quero por fim deixar a mentira a vontade, não tenho mesmo como detê-la, seus esclarecimentos são povoados de contos, da literatura viajante, de discursos propriamentes horizontalizados em pergaminhos modernos. Hoje já me preparei para ouvir uma nova mentira, feliz, quem sabe? Não se sabe. Estou preparado para ser visitado...por ninguém, esse não é meu tipo, não me atrai. Acho que minto, essa é a primeira mentira que vou escutar esse ano.
 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ops...ops..
  Quase não deu tempo, nesse ano de 2013 produzi nem tanto por aqui. Mas, aqui estou eu, por ultimo, ou ultima vez, ao menos nesse ano, porem quem sabe em outro também, o que vale é que cheguei a tempo, para uma ultima vez, para despedida, sem desejos, já desejaram tudo que podiam a mim e a você, não é mesmo? Sem desejos...apenas um tchau e obrigado de verdade. 
Sobre os desejos algo me bate tanto a cabeça que vou desejar, todavia, apenas o que não aconteceu até hoje, nesse horário, nessa data final, final de mais um ano, final do 13.
Desejo que não foi atendido por ninguém nesse ano, não foi ouvido por ninguém nesse ano, o mesmo desejo que foi solto de sua vontade na ultima virada de ano, o desejo que foi desperdiçado por sua confiança ter sido despejada e canalizada na esperança errada, o desejo do não acontecimento, esse sim se revela  todo ano, se expõem sempre, o que não aconteceu sempre acontece.
Desejamos a cura, a descoberta mais importante do mundo, o retorno da saudade, a prisão de quem a mereça, desejamos começar uma etapa nova mais bem preparado, mais suave e forte, desejoso: de momentos, de sensualidade, de profissionalismo...desejos...se uma máquina "detectasse" tudo que é produzido em Copacabana, o pico seria os desejos, os pedidos, a repetição dos mesmos pedidos não realizados antes, e o reforço dos já feitos, a explicação para os acontecimentos também teria seu espaço, Iemanjá não seria esquecida, e aí mais uma vez estaria a aspiração do seu desejo.
 Bem, de qualquer maneira, seu desejo não deve ter sido atendido por completo, então...que seja...pronto! Acabei desejando.

 ÓTIMO 14!

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LÁGRIMAS




O que será que pesa mais que uma tonelada? É incolor, colorida de cinza na dor, e com cores diversas no sorriso que se mistura na alegria. Entoada de gritos na vitória, e existente no mesmo cenário da derrota; está em todo lugar, desde o nascimento e passa por cada canto de olho em todas as fases da vida, sendo um anjo da guarda, por vezes utilizada falsamente, não é sua culpa, apenas ela escorre, se mostra, pois ela, em si, é sincera.
Sua utilização e feita até por Deuses, são mistérios sua origem nos santos, é degustada e tem gosto de mar, lava a alma, assim dizem, serve como um remédio para corações partidos, é inevitável quando ocorre violência e serve ainda para molhar a medalha de um vencedor. Jesus em algum dia se serviu dela, mães são fãs constantes de seus conselhos, inundam suas vidas, suas vozes, seus orgulhos nas formaturas, compartilham com seus filhos, dividem suas dores. Lágrimas... Negociadoras de emoções, representam todas, borbulham dos olhos de bêbados contando suas antigas histórias, penalizam quando assistida de perto; lágrimas criam faíscas com a saliva do amante, é a linguagem das crianças, a linguagem do drama, o ganho do programa sensacionalista, lágrimas... Pousam no preconceito de não exercê-las.
Uma lágrima vale como palavra de contestação de um pedido não atendido, alia-se a esperança aflita no resultado, lágrimas de um senhor ou de uma moçinha não são diferentes, apenas agem diferente, são contadas de formas diferentes e saem à alvorada por motivos diferentes, nem sempre seguida de choros, de desespero, por vezes são aliadas a pensamentos apenas, convencidas por mãos que delimitam sua trajetória que é a hora de cessar, de voltar a seu recinto, com a certeza que irá ser novamente chamada, em breve, por causas impossíveis, causas sem razões atraentes para o incomodo, causas irreais -; entretanto, são lágrimas, atendem chamados, não podem ser negar.
Lágrimas causadoras de comentários, de músicas encantadoras, alma da saudade, tapete em campos de batalhas, remota Lembrança. Lágrimas inspiram a despedida, são negadas pela vergonha machista, e anunciada pela ida para outro plano, lágrimas são como a chuva fria de inverno, mistura-se a rostos envelhecidos ou machucados pelo tempo, tumultuam quando não se consegue conte-las, agem por conta própria quando se enfurecem, carregam o medo, a melodia, o rancor e o salto ao sucesso. Lágrimas são as minhas risadas, um tombo alheio, suas preocupações, lágrimas não se sabe ainda para que tê-las tanto assim, lágrimas são episódios de uma história que conta sua vida.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRAJE URBANO

Depois de um tempo, ou tanto tempo, resolvi, me convenci a fazer, saí de trás da rede social, roguei a vingança, o tempo perdido, por minha culpa, em parte, por culpa de Felipe e João também, anônimos, todavia culpados. Gritei mesmo, respondi e ataquei, com golpes, flamulas, caneta e socos, combinação adversa, um tanto explosiva e desnecessária socialmente; a primeira, a caneta,  me detêm, me fere facilmente, com uma pequena ordenação de letras, soberba e poder, dado esse por mim - volto a escrever, culpados: Eu, João e Felipe, mesmo em ordem distinta. A segunda, precisa, terminal de conflitos e ou alvorecer desses.
Sim, eu fui, sem máscara, mesmo devendo usar, fui, sofrendo com o medo da retirada dos teclados informáticos de minhas mãos, resolvi ir atrás do que é meu por ordem e desempenho, por justiça divina também, entendo minha culpa em tudo isso, de Felipe e João por seguinte, por esse mesmo motivo o medo me deixou, então quebrei, berrei, me enfureci, me pintei e discuti, dessa vez não somente por mim, mas sim por algo que me incomodava por tanto e tanto tempo, achei a alternativa oportuna de me unir a um processo de escolha por gritos de independência, não fazem ideia de como é reconfortante ser ouvido.
Sim, eu fui ouvido, não mas somente me lamentei nas conversas intermináveis em bares de bebida gelada, me senti como um líder da metamorfose que se consolidava, não...não me acovardei por mais que eu quisesse, me pus a frente, mesmo nas horas mais duras, mas doloridas, a recompensa estava por chegar.
 Sou um manifestante da justiça, da verdade e da mudança, sou um líder de rostos presos a um voto errado, enganado ou trocado, não importa, o que importa é a exploração indevida da parcela de vida que eu poderia ter melhor - Não....não quero mais isso, senti agora a ardência no rosto do líquido jogado em mim, torço para não me cegar, gostaria de assistir minha vitória, o projetor dessa covardia, consegui em poucos segundos anteriores olhar sua cara assustada e duvidosa se aquilo que faria era mesmo o certo, mas o individualismo e o fardo pesado de sua profissão apertaram o gatilho reforçado á ordem, por telefone, do mesmo ladrão de vidas que fomentou em mim a falsa garantia a meus lamuriosos pensamentos pessimistas, que o sol surge a todos, basta crer; tolo engano.

Sou sim, um manifestante, o final de uma corrida onde eu, João e Felipe, entregávamos a mesma taça ao vencedor que durante o percusso me deixou tão longe dele, usando os meios mais rápidos e fiquei quase parado, com pés doloridos e refugiado ao arrependimento. Sou sim, um manifestante, violento por vezes, desculpe, mas eu tenho que ser ouvido e me dado a importância, necessitava da chuva de balburdia na cidade para ser notado e chegar primeiro, pela única vez ao final . Vivo, limpo, vencedor, de pé, hoje eu precisava disso, não me deixem de fora, não fiquem contra mim, não me interpretem de mal a pior, eu estou com vocês, para vocês, com fome, frio e ainda receio, não mais medo, receio de não poder fazer um dia melhor.

Sou sim, um manifestante urbano, sem trajes especiais,  estudado, sabido, em pleno gozo de direito á liberdade, consciente da minha atribuição política e os motivos de meu pleito, não um leigo, não um fantasma fazendo jus a uma potência de vozes por pequenas coisas, agora sei quem sou e o que posso fazer, entendo quem trabalha pra mim e os motivos de minha coragem, levei alguns transtornos a você moça, atrasada para um compromisso que depende de sua chegada, entretanto sua vida por um inteiro depende do que faço aqui e agora, meu exército sem marcha cadenciada ganhou força, cresceu, exército de paz, crença, estupidez, revolta e viravolta - sentimentos unidos em um exército de soluções,  depende do quanto persisto, do que eu realmente quero e o que posso. Acredito moça, que em verdade eu luto por você, mas não importa, minha parcela aqui está por completa.