SOCIALIZANDO

SOCIALIZANDO
UM CARA PARECIDO COMIGO!

domingo, 15 de maio de 2011

Sobre a participação quero escrever, talvez participar um pouco, citar, colocar a minha exposição, de algum modo ficar dentro do repertório, ser repercutido, pois a chatura de estar lá e não participar, eu não suporto, ver acontecer, saber que tem meu dedo nisso e olhar o abraço tão longe de mim, comemorar sozinho, não ... não ...não..., estou aqui e participo sim . Veja um exemplo de má participação, tenho amigo goleiro, é de futebol mesmo, já ouviu falar em alguma pessoa com amigo goleiro ? Bem, eu conheço, temos amigos artilheiros, cruzadores, batedores de faltas, mas goleiro não, fico com dó dele, poxa, o cara participa e muito, salva o time a todo instante e no momento da maior comemoração do espetáculo, lá está o coitado solitário, ajoelhado no gramado e agradecendo por estar lá mesmo sem nenhum abraçinho ou uma caidinha de um monte de barbados um por cima do outro, vai entender, tem que gostar muito, porque é infeliz essa vida do particípio ( faz até  parte de uns dos aprendizados da língua portuguesa - sabia?)  mas já usou isso uma vez ou outra ao menos ? Lembrar para que serve nem pensar né? 
                                                  
Participar de tudo é favorecimento a quase nada, Deus em modelo, está em pensamentos somente nas horas dos salvamentos, o seu fígado, lembra dele? Não?... Somente nas circunstâncias de causar aquela dorzinha no exagero da cerveja ( agora fique sem ele para ver ) existe exercício para o fígado ficar bem? Mas para o lembrado e "participado" coração tem, ficar sem algo que aparente não faz diferença é erro grave, pensa que a sombrancelha não participa de um rosto bonito da modelo, mande-a depilação total, já não vai ganhar a faixa que merecia. Isso serve pra tudo, do amante que é jogado fora quando precisa penetrar em  participações mais presentes e tem que recorrer ao azulzinho, ao pai de muitos que precisa saber que não basta ser pai, tem que participar. Nas profissões a participação é primordial, mesmo nem todos sabendo qual é mesmo o nome de sua profissão, o cam-man, sup-radioestático, manip-estrong, e vale também para os caras que ficam ali na participação ativa de meninos - empurra carro na Avendida Brasil em Dia de temporal ( GRANDE PROFISSIONAL DO DIA ), manipulador de utensílios para os que ficam pendentes na vistoria veicular, supervisor de bolsa - vulgo(deu a Euza no centro do Rio) , de pequenos a grandes profissionais ou pessoas, todos hão de participar uma hora, claro que todas participações tem seu grau de responsabilidade e carisma, não dá para comparar uma participação de um grande chute de craque brasileiro com a votação parlamentar para o fim do FGTS do trabalhador, são coisas que para vida de nacionalistas participativos ativos no mundo bola, é orgulho, e o que vier depois vamos participar *ficando sem de uma maneira ou de outro mesmo .

* RETIFICANDO - LUTE E PARTICIPE CONTRA ISSO!!!!








sábado, 7 de maio de 2011

UM PLANO DE MUDANÇA PARA UM OUTRO LADO

"seja lá o que aconteça , sempre e mesmo por último, uma pequena mudança  final, pode ser a melhor coisa de uma longa história de vida !!"


Nunca foi dos mais devotos, tinha sua oração, mas acreditar acreditar era quase em nada, fazia sua "fezinha", mas a morte temia, achava que estava longe, porém o seu vento soprava em sua nuca as vezes, era curioso, daqueles que a frase: “tenho uma coisa pra te contar”, era tormento até saber a realidade, uma fofoca era com o cara mesmo, os amigos sabiam disso e o bombardeio dava-se quase 24 horas. Um programa informativo de primeira se considerava, fazia de tudo para que as pessoas gostassem dele, o objetivo maior de todo dia era ser lembrado, elogiado, olhado, enfim, ser comentado. Em suas idéias planeja vários feitos para ser presente, ser notado, o popular: Enganou o dia do seu aniversário, puxou saco, se vestiu diferente e até fez as unhas. Então uma vez, lhe chamou atenção um grande cortejo fúnebre, eram pra lá de mil pessoas, era gente chorando, conversando, explicando e até sorrindo, o morto lembrado, era de tudo que é jeito, pensou então: – “planejando a minha morte seria lembrado como?  A lâmpada acendeu na hora, tinha tudo pra dar certo, família enorme, amigos uma legião, garotas a dar com pau, então provável, não iria faltar ninguém, até seu cachorrinho ficaria triste.
Decidiu por em prática o fazer, tinha que ser algo bem curioso, de deixar a pulga atrás da orelha, nada poderia dar errado, tramitou por sumir repentinamente, sem avisar local destino, saiu do trabalho sem deixar recado, não pegou roupa, nem o carro, desapareceu, era o meio mais fácil e rápido que conseguiu, em seguida, fez de olhar perto o que acontecia.
As pessoas se incomodaram primeiramente com seu sumiço no trabalho, e depois o que seria a notícia de seu falecimento, desenvolveu um modo da notícia chegar até a eles breve, mandou por estranhos o meu óbito, feito e confirmado, sem sombra de dúvidas, então procurou se salientar em alguns lugares onde frequentava antes para saber como andavam as pessoas, disfarçadamente se camuflava e ouvia de perto, no entanto penou por essa missão dias e noites, horas e mais horas na expectativa de surgir o assunto de interesse, ele. Nem lágrimas e soluços aconteceram,  já chateado foi em busca de apurar os fatos, não era possível ninguém lembrar dele, tão querido e amado como era, no seu enterro, achou estranho por quase nenhuma pessoa ter presença, só a mãe que chorou por alguns minutos sua aparente saudade, e de volta a vida normal. Suas garotas, nem perguntavam por ele, já era de outro, seu cachorro, rasgou suas fotos. O que será que aconteceu?
Uma vida feliz tinha ele em volta dessa gente, mas nada de oração, choro, a atenção e homenagem que tanto buscou teve ibope de TELECURSO as 4:oo da manhã, suplica de sua volta ou coisa parecida, nem pensar, que faria agora? Estava perdido no mundo, somente com grande vazio e loucura.
Ainda bem que tudo teve fim um dia, a surpresa grandiosa é que descobriu que de verdade morreu, não se lembrava como, mas aconteceu, e todos não estavam tristes o quanto esperava porque lembravam-se dele somente nos momentos bons, foi onde não enxergou, apagaram de suas memórias quando bebia demais, batia em seu cachorro, derespeitava sua mãe, maltratava  amigos e traía toda mulher que lhe amava, e ainda assim aqueles ao seu redor, lembravam dele e gostavam quando  era feliz. Isso aconteceu apenas dois dias antes de colocar em prática seu " plano", chamou para um papo várias pessoas de seu meio, pediu desculpas e perdão por tudo que fez de errado, claro que ninguém entendeu, mas adoraram e perdoaram, e por um leve momento viram um outro homem, um novo sorriso e uma expressão aliviada, se sentirão bem com a mudança , e esse foi o ultimo e mais doce momento que guardaram dele.

                  

terça-feira, 3 de maio de 2011

ESSE AQUI É UM CONTO RÁPIDO DE COMO O POVO CONSEGUE VIVER E SE VIRAR PARA SER O POVO DE SEMPRE: VENCEDOR, CONQUISTADOR,TRABALHADOR
" ETA POVO PRA LUTAR "
                                   

É coisa de empresário, empresário do meio mais elevado da sociedade, isso são sim coisas de empresários: Sabe a nossa Kombinha? Aquela velhinha que leva todo mundo até a porta de casa, no portãozinho mesmo, direitinho, sobe aquele morro chato, aquela ladeira grande, que de ônibus...nossa, nem passa perto, o táxis, reclama que é muito alta e o veículo é a gás e não aguenta subir...mas nossa Kombinha tá firme, amiga, companheira mesmo. É coisa de empresário fazer isso?
É coisa de empresário: Querer tirar esse pequeno conforto que demorou tanto a chegar em nossas portas. Me digam, o ônibus tem aquela coisa bem familiar? Bem intima e gostosa de chamar: - Motorista me deixa nesse portão azul. Não é bacana? - Motorista me deixa no bar do zé, hoje vou tomar uma pelo meu Mengo! Não é legal?
Coisa de empresário deixar de fora essa classe que precisa tanto de uma Kombinha, tem espaço pra todo mundo, tem jeito para todos, os ônibus são grandes, desajeitados, já nas Kombinhas do dia a dia, tem um calor humano, um aperto social, uma mão sobre a outra tirando as sacolas da tia Neide do portão laranja, uma solidariedade carnal.
É coisa de empresário reclamar e querer tirar tudo que ajuda, querer tirar nossas barraquinhas das portas das lojas, tudo bem, não pagam impostos, mas pagam por eles, a Neide o Zé, quem não gosta de passar no calçadão e comprar umas roupinhas bonitinhas, baratinhas, que tanto se estava querendo e as moedinhas compraram até duas? Empresário não ajuda assim.
É coisa de empresário querer expulsar os motos táxis, eles não, os garotos não podem, empresário já teve atrasado e esperou muito por ônibus? Claro que não, empresário, pense nisso, os garotos são bons, ligeiros. " Me leva orelha, na padaria? " - Monta aí! É assim que funciona, um serviço rápido, prático, barato e que atende bem. Tem moto táxi uniformizado, capacete, moto nova, motociclista educado, e que te deixa aonde? No velho portão amarelo, azul, cinza. Isso é coisa de empresário?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mesmo antes de partir, antes de ir, antes de deixar seus herdeiros, escreva...
Não se vá assim, ainda que já tenha deixado coisas marcantes, escreva...
Coloque um pensamento, uma piada sem jeito, mas inventada, atribuída ao mundo por você, uma idéia sem razão, escreva...
Antes de deixar seu amor, escreva... Escreva a ele... Deixe-o saber, escreva...
Tome o mural de recados do seu trabalho um dia, faça uma correspondência anônima para todos, escreva...
Prêmios são para campeões, não pense em ganhar nada, muito menos viver disso, somente, escreva...
Em suas declarações de afeto a alguém, feche os olhos, sairá torto, mas o coração tomará suas mãos, o sentimento seus dedos, então, escreva...
Para o bem ou não tão bem a alguns, por computador, caneta antiga, lápis de ponta fina, se importe não, faça, mostre, sem preocupação, escreva...
Hii! Que nada, deixem achar chato ou maravilhoso e incrível, guarde na gaveta por dois dias, mas imploro, escreva...
Preciso ler, necessito saber de você, aprender, ser seu sócio, te copiar, me revelar em ti, escreva...
Se achares que não tem dom, esqueça, não precisamos disso, não agora, isso acontece com o tempo, vem da escuridão da tinta borrada ou do clareamento do papel, pedindo, pedindo, escreva...
Faça isso por todos, desabroche o que tem aí junto a você preso na sua caixa de segredos, divida, deixe um pedaço aqui, uma resenha, uma estrofe, uma linha poética, dedique uma frase, uma carta simples, escreva...
Vamos estar aqui todos os dias, olhando, aguardando, ansiosos, não nos despreze, escreva aqui, escreva agora, escreva sempre...
Estou na aventura da escrita, você daí me julga, mais e daí?  Bate uma vontade as vezes de escrever não é? Escreva...
Quando quiser ainda estarei embrenhado nesse meio por um tasco de hora, escrevendo, sobre bobagens, sobre saudades, sobre como pode ser bom escrever...eu de uma maneira ou outra daqui a pouco vou, mas quero antes ver suas mãos trabalharem, me ajude a viver fora da realidade com sua escrita, realidade é tão chata as vezes, escreva...
Podemos ir tão longe, e preciso ir tão longe, longe o bastante que posso carregar suas idéias debaixo do meu braço, mas ainda assim estarei longe. Se não por você, faça pelo sorriso, faça pela lágrima da emoção, faça por vontade de viver aquilo que está ali, em páginas, em letras, escreva...

     TEXTO EM HOMENAGEM AOS QUE PENSAM QUE NÃO PODEM...
                    MAS NÃO SABEM QUE PRECISAMOS LÊ-LOS.
                                         ESCREVA....

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CUTUCO E MAS HEIN?

Tanto ouviu  reclamação mas não tomou jeito, que mania feia, cisma antipática.

Bom de papo era cutuco, o sujeito tinha tudo que é assunto em sabido, sacava um pouco de cada coisa, não era muito de trabalho, então tinha tempo sobrando para aprender muito, inteligente o danado, porem chato...nossa como era chato. Engraçado, gostavam dele, mas o infeliz era chato, cutuco.

 - Chegou ele.
- Opá! Tubo bem ? Vocês viram o que aconteceu hoje? Cutuco . Vou contar....
-Tá bom cutuco, mas para de tapinha nas costas por favor.
-Desculpe.
Cutuco era um cara que tinha a péssima mania de falar com a pessoa cutucando, a todo tempo era um cutuco, nas costas, no braço, sabe aquelas pessoas chatas assim?
- Oi cutuco!
- Obá! Lisa, eu fui ontem em um lugar que ía gostar...cutuco. Muito bacana, bebida boa, sambinha...cutuco.
- Cutuco! Dá um tempo! Hoje você tá demais, meu braço está doendo de tanto cutuco.
- Desculpe.
Com o passar do tempo essa mania não retardava, mesmo com controle cutuco não conseguia, cutucava toda hora. E pior, em algumas semanas adquiriu um hábito ainda pior. Falava cuspindo. Terrível.
- Gente o cutuco tá demais meu, gosto dele, bom de papo, amigo, mas agora cospe, até sem estar bebado, e cutuca a todo tempo, incomoda. Acretdita que apresentei na inocência uma amiga para ele, e ficava,        "Hei..hei..cutuco...hei..cutuco", a menina foi embora para não meter a mão na cara dele. Como podemos ajudá-lo?
E cutuco não se dava conta do mal que estava fazendo a todos, até percebia a irritação de alguns, porem aquilo já era seu, tentou segurar a mão com elástico por um tempo, não deu certo, resolveu largar de mão, deixar tudo e cutucar. Assim que ele era e assim que iria ficar.
Um dos amigos teve a idéia de apresentar para ele o " mas hein?". Era o cara mais chato do meio, tanto que nem o cutuco conhecia o cara,  mas hein? Tinha uma neurose, mania, tique, solavanco, não se sabe o nome certo, de tudo que se falava para ele, revidava com, mas hein? Era uma das manias mais irritantes julgadas pelo grupo.  
Maurício! Esse é seu verdadeiro nome, mas hein? Choppinho Hoje? Mas Hein? Muito irritante era Maurício, mas Hein? Cutuco notou o afastar de alguns, não chamavam tanto para um papo, para aquelas rodinhas de Domingo, foi ficando esquecido. Tudo fazia parte da idéia, era a maneira encontrada para ajudar o velho cutuco.
Aniversário do bar de todas as melhores reuniões, tava todo mundo por lá, o dono, que considerava muito o cutuco o convidou, sem ninguém saber cutuco apareceu por lá, nesse dia foi planejado a apresentação dos dois, mas para mais tarde, primeiro queriam aproveitar a festa e o chopp, já tinham como idéia que iria ser um papo daqueles bem chatos entre eles, imaginem:
Mas hein? Aqui...cutuco de lá... Não dava, para os amigos isso já era muito , então diversão primeiro.
Como nem todas as idéias saem como esperado:
- Fala hein! Meu amigo de faculdade, quanto tempo...cutuco.
- Mas hein? Então cutuco, saudades suas cara, conhece essa galera?
- São meus amigos, cutuco...só galera boa...cutuco.
- Fico feliz em estar todo mundo junto, mas hein? Me conta como está?
- Assim...do mesmo jeito, cutuco, daquele jeito.Cutuco.
Os dois foram bem amigos e unidos nos tempos de estudo, ficaram assim somente por causa de uma briga entre eles. O cutuco, cutucou o mas hein? O mas hein? Que na época ainda era cago ficou irado com o cutuco, e por sua vez o cutuco irado com as mesmas perguntas. Ficarão de bem após terem que estudar na mesma sala e notarem que com suas manias atraiam a atenção de todos. Riam e se divertiam com tudo, levarão o símbolo de chatos de toda faculdade, mas eram assim...felizes..até agora, mesmo sendo chatos, gostavam de todos, eram bons camaradas, não faziam mal a ninguém, alías...cutuco...mas hein?  

ESSE É UM CONTO SOBRE NÓS. QUEM NÃO TEM AQUELE VELHO AMIGO, QUE GOSTAMOS, GOSTAMOS MESMO, MAS É CHATO PRA CACETE COM SUAS MANIAS.
                          
                                   ALGUÉM CONHECE MAIS DE 1 ? SIM (    )   NÃO (      )

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não sou de escrever artigos com acontecimentos recentes, salvo os casos que me mordem a emoção, ecoam tão fundo e choro, choro mesmo, não, não sou mesmo um jornalista que precisa hoje escrever uma idéia corrente sobre um fato nascido para manchetar amanhã em todas mídias possíveis, isso não é pra mim, não é minha vida, nem a sua, nesse caso:
 Salvem-se, salvem-se... Por favor, por me fazer chorar, salvem-se. O que ví hoje, de tão perto, logo alí, do meu lado, machucou. Sei que muito infelizmente situações como a que ocorreu hoje na zona Oeste do Rio de Janeiro, são frequentes em outros países, Estados Unidos é o líder disso, porem está uma diferença aí, é assim, é humana essa diferença, são tipos de coisas que acontecem nos Estados Unidos, fica longe, é uma realidade fria que nosso controle remoto nos mantia separados, parecia.
O assassinato em massa na escola Tasso da Silveira, de várias crianças, adoslecentes, adultos feridos, jogou na sociedade Brasileira uma realidade distante, uma ruim e devastadora realidade de uma pessoa que pode ser um assassino natural, apenas alguém que precisava de muita ajuda, um ser humano perturbado, não se sabe ao certo, poderão surgir especulações diversas. O fato é que peço:
 Salvem-se, sua alma, suas emoções, seu carinho, salve, resgate, o tempo que poderia fazer uma coisa melhor por ti ou alguém, salve, um salvo para um amigo, salvo para um perdão, devemos perdoar ele? Wellington Menezes ( assassino ), reflita sobre isso, mas salve você e outro todo ou quase todo dia.
O mundo está mudando para bem pior rápido demais, tão rápido que choro mais vezes, no entanto tenho que enxugar rápido as lágrimas e tentar dormir, compromissos me aguardam, as mães apenas aguardavam seus filhos no portão da escola...Gente, salve-se, escreva um história digna de herança, salve uma árvore, salve alguém de ter uma arma e doe para os militares, salve meu Deus aqui, ele, eu também, mas ele que nem conheço, somente o salve. Está doendo bastante esse acontecido, com toda certeza a proximidade colaborou demais, não importa, o que sim é salvar-se desse louco abismo que puxa e puxa...puxa...não quero mais ir, estou...Estamos assim, fartos. Mesmo que tenhamos a maior fé em todos nossos livros, Apocalipse, bíblias, livros espíritas, não sei, a dor, a sensação de fim, apavora. Prefiro por vezes pensar em fim próximo ao invés de achar que em cada novo dia mais um W.M pode estar atrás de mim, de minha filha, de nossos sorrisos intensos e interrompidos.
Salvem o que puderem obter breve, o melhor de tudo, de cada momento mesmo, de cada instante intenso, usufrua de sonhos e pare com uma realidade cruel, salve quem ama, salve os lugares de paz, salve o dia que se foi e pule o de hoje, assim ao menos eu não escreveria esse péssimo texto.


SALVE OS PEQUENOS BRASILEIRINHOS E BRASILEIRINHAS QUE SE FORAM

segunda-feira, 4 de abril de 2011

IMAGEM

Outro dia chuvoso desse inverno que está fazendo no rio de janeiro, estava eu no centro da cidade, tentando retirar meu carro de um estacionamento caro, apertado e com poucas vagas, chuva, frio, sem guarda chuva pedi auxílio para o manobrista já que estava todo equipado para enfrentar os pingos gelados, olhei para um outro veículo e li sobre o seu adesivo , era um rosto com uma suposta imagem de Jesus e alguns dizeres, atrás de mim uma tv noticiava tanta tragédia que preferi ficar de costas e ouvi pouco sobre tais fatos, imaginei sobre aquela imagem do adesivo, o pensamento alavancou e foi mais longe, longe, a mim mesmo fiz uma pergunta: Por que não volta logo? Todos já leram ou sabem de histórias sobre esse Mártires do mundo, sacrifícios , ganhos e perdas do homem que mudou rumos de vidas.
Olhei de novo para imagem e pensei me questionando novamente: O que será que falta para seu retorno ? Respondi a mim mesmo como louco e transmiti a ele por pensamento, está vendo que o homem está fazendo a sí mesmo? Não precisa esperar mais, a espécie está no mais baixo nível de mudança para pior. Já dentro do carro, olhei pessoas tão mal tratadas nos dias quentes fará em um dia daquele, pensei em poder fazer alguma coisa para mudança, meu comodismo foi imparcial, passei e só fitei a situação, talvez, talvez, por culpa, tentarei alguma reação de ajuda na próxima vez . Será que ele foi assim? Emergia minha pergunta nova para aquele rosto no carro do estacionamento.
Se minha vontade de mudança fosse obstinada, hoje com o mundo que temos, na política, nos órgãos defensores, poderia fazer um toque de diferença, não estaria ouvindo aquelas notícias terríveis da tv em minhas costas, se ouvisse,  meu travesseiro e eu saberíamos que minha parte estou fazendo. Não temeria ler jornal, nem de ir buscar aquele gostoso cachorro quente na esquina tarde da noite quando a insonia me bate, resabiado com a violência.
 É chato pensar ao modo religioso se é verdade ou não que a salvação virá, daqui dos planeta dos homens sei que não sairá nada, de Brasília muito menos, quem sabe ainda nascerá alguém?... Bem... Não sei, pergunto ainda aquele rosto, pode me ajudar ?
TEXTO INSPIRADO NO CONTO DE QUEM AINDA ACREDITA OU DEIXOU DE ACREDITAR
O QUE ACHA VOCÊ ?        PENSE NISSO!