SOCIALIZANDO

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UM CARA PARECIDO COMIGO!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CRIO E CREIO

O que se espera sempre para uma nova época, são as velhas e famosas e ainda sedutoras, para o bem, palavras e desejos do bem. Espera-se, apagar os toques sutis, porem incomodos, de casos ruins, e aprender com eles, esquecé-los, mudar algo para que não se repita, enfim: não deixá-los a tona. Esses novos tempos, que estão bem perto de acontecer, são invadidos com idéias fortes de planos, quantos e quantos planos são atraídos por cuidadosos anseios de vé-los acontecer, tocá-los quando assim forem reais.
Novos tempos sugerem novas atitudes, muito ( melhores ) até se escreve sobre isso, mas parem e analizem: Qual é a melhor atitude que deva-se tomar? Já se faz tanto, trabalha-se muito, dorme-se pouco, busca ser do bem, ajudar alguém, não desejar o mal a ninguém, essas; deveriam ou não fazer uma rede de boas condutas? E igualando, desejos humildes atendidos.
No novo tempo, vós criareis formas, condutas, maneiras, caminhos, para ser parte de um novo tempo. O que se é agora, não tem mais espaço, o tempo acabou, mudou, passou de estágio, um grau acima há de ser tomado por inovadoras criações. Criar, se refletir, é você, o que tu criastes até hoje? Mentira, todo mundo já criou algo, transformou criação em movimento real, não estou falando de construção de sonhos, digo, em criação de algo a ser sonhado e feito.
Quando em algum momento de vidas que pairam por todo lugar uma delas não fez a criação de um instante de esperança em alguém, fazendo esse alguém saber que tudo, não importa como, iria dar certo? Quando não criou um amor? Quando não criou  ira? Quando não criou paz e perdão? Em que parte, em que fiada, deixou de criar sua personalidade a ser aceita? Você criou da mamadeira morna a conversa mentirosa para ter um bom emprego. Criou fugas, para esconder de você mesmo, um sorriso amarelo e triste, porem deixar soltar um : " está tudo bem, obrigado ". Criou o ano novo que muda somente de horário, todavia de rumo - aliás, depende de sua criação, do que ser quer criar, da coragem, a importância que se dá a queda e a relevância da vontade do levantar - seguir; "crio e creio", serve como bandeira a nova época.
Em uma nova época, etapa, ano, será assustador, tudo que for criado, o novo assusta, é temido, mesmo sendo bom. O criar, é  diferente do crer, do saber, do ver - apesar de tER, ER no final. Pois para criar, conjuga-se sempre outros verbos aliados, crie seus verbos, crie o que te atende melhor, crie a forma da aceitação do período não tão sorridente, crie como aceitar a felicitação, crie o tempo necessário para adormecer com seu filho em seus braços castos.

Ser um criador, é tarefa Herculana, entretanto, se um " semi Deus " conseguiu:
                O QUE NÃO CONSEGUE UM *HOMEM COM DEUS CRIADOR?


BEM VINDO AO NOVO TEMPO




CRIE A BOLSA PARA SUPORTAR AS PEDRAS QUE RECOLHER NO SEU CAMINHO - RECOLHA TODAS
POIS UM DIA ELAS SUSTENTARÃO E CONSTRUIRÃO SEU CASTELO



* Homem no sentido de ser humano

sexta-feira, 25 de novembro de 2011




"A REALIDADE É UMA MERDA"

Acalme-se, olhe as apóstrofes,  não foi eu quem disse essa frase, escrevi claro, mas essa frase clássica é de autor desconhecido. Digo clássica pois já ouvimos bastante, sentimos bastante e também adoraríamos muitas vezes estar fora da realidade, e sim, alí, dentro, no centro dessa ilusão de ótica por exemplo. Uma pessoa que não revelo o nome nem sobre tortura, garantiu pra mim que dentro de sua realidade, só sua, se sente cantora, se sente aplaudida no interior da música tocada no seu fone de ouvido e assim fazendo a viagem longa ficar agradável e tranquila. Imagina-se uma estrela dentro do seu carro e uma musa no seu chuveiro.  Me garantiu também que em situação muito ruim, ruim mesmo, sempre imagina como será quando aquilo acabar, pra quem irá contar, se aumentará a história, se omitirá os detalhes, e quando percebe, foi-se. A situação já passou. Para essa pessoa, essa é sua maneira de sair da realidade. Compensa?

Dizem que a realidade é para ser vivida, encarada de frente, ser contra ela quando for dura, apostar que consegue passar por cima em época de revolução, inundar a boca e a garganta com gargalhadas altas na realidade feliz. Mudar a realidade quando achar que aquilo não serve mais a você, e fazer a realidade de alguém trocar de rota quando se dá um amor em falta aquela alma. 
Preferir viver em sonho...bem; tem lá suas compensações.

No antigamente, até profissões, algumas, ensaiavam passos para serem seguidas, essas, fora da realidade, fora de um mundo onde somente se conheciam profissões de uniformes brancos, eram dadas como fúteis, desgostos, piadas. Porem brotavam sonhos naquelas mentes que gostavam de uma realidade diferente, de viver no sonho da escrita embargado de claves e dedilhando partituras, pincelando borrões e inventando máquinas novas. Mentes que sonharam, inspiraram o mundo dos realistas, transformaram batidas sem nexo em ritmos nobres de embalo de sábado a noite.

Ouvi dizer que para ter uma vida ruim, basta viver no mundo da ilusão - " caia na real "; dizia um deles. Pense um pouco, mas realidade do que se vive, acho impossível, se o sonho, se a ilusão, que seja de ótica, não existir, onde irá se ancorar a esperança? 

Viver em órbita é tão presente e forte em nossas vidas que as novelas fazem sucesso, filmes explodem bilheterias e heróis, como se poderia ser, fazem parte do nosso meio. Do meio adulto, do mundo grande, do mundo real.
Um apaixonado,  passa suas horas mais felizes vivendo dentro do cubo do amor? Será que não? Será que ele não é mais satisfeito no mundo vivo, intocável, porem vivo, do romance?

A imaginação, o toque da ausência, a aventura desbaratinada, o ser insano,  isso é uma arte de tocar seu caminho no lado da vida onde a corrida por dinheiro não tem vez.

São eles, os loucos e mortos da realidade que pintam mais a vida, são os sonhadores que fogem de um mundo vil e transportam para outras almas um caminho sereno, verde, sábio e mais gostoso de se estar.

Viva a não realidade, viva ao sonho, sim ao mundo dos autistas de emoção, viva a motivação da ilusão, o acreditar do circo, as velhas histórias, os desenhos animados e os 15 anos da moça e os 18 do rapaz.

A realidade é uma droga; e sejamos honestos. Quem não quer estar fora dela?








terça-feira, 8 de novembro de 2011

UM ABRAÇO ME TROUXE DE VOLTA

                                                               PARTE FINAL

 A velha mulher que não era tão velha assim, cansada, sua pele  fazia a idade alterar em anos a frente sem ter ainda experimentádo-os. A minha cuidadora trazia uma voz suave, uma brisa marítima com sabor de floresta em seu hálito, muito habilidosa com meus lençóis e fazia  nuvens com meus travesseiros, esses me tiravam sonos angelicais, mesmo após broncas ou pior, desprezo paternal.
Minha cuidadora, me fez crescer, sonhar, rezar e saber o que era um amor, aprendi que isso era sinónimo de um olhar bom, um cheiro no pescoço, uma brincadeira ao pé da cama. Isso era o que eu recebia e vivia. Certa vez minha cuidadora  se ausentou por bastante tempo, teve que viajar para passar uma temporada com um parente doente, fiquei só, no sentido de solitário por dentro, pois estava, em físico, com meus parentes sanguíneos, " meus pais ", parentes sanguíneos, soa melhor. Trancado e chateado com a solidão de menino, me prestei a fazer mais uma tola bobagem de menino; tentar um carinho, puxar uma brincadeira, tentar ser filho e ele pai. Não consegui, os detalhes do meu fracasso,  são tristes, por isso não irei expor em minúcias aqui, porem, naquele dia, uma grande fúria me tomou e resolvi me afastar do meu mundo, do mundo onde permanecia ausente como filho, longe como menino, morto como pessoa. Viajei para um lugar dentro do meu quarto e ainda mais fundo na sombra do meu fracasso como filho; não conseguia fazer as coisas darem certo, ser uma criança, um menino normal, um ser inteiro, fugi por saber que por mais que eu quisesse, tinha a nítida impressão de ter nascido na família errada, minha preferência, era ter nascido pé no chão, entre barracos, com pouco comida, mas ainda assim com alguma, e tomado da doçura de boa noite de vô e benção de pai.
Naquela noite,  a mais solitária de todas,  já se passavam alguns dias que minha cuidadora não retornava,  perdi a esperança de tornar a ver seu cabelo escuro e suas sandálias de pano do final do dia. Ocorreu então algum tipo de problema na saúde de meu pai,  era um homem forte,  nunca tinha percebido um espirro seu enquanto eu ficava resfriado uma vez por mês. Ouvi um barulho forte no quarto e corri para me espreitar e saber o que acontecia, antes de me tirarem da frente, vi seus braços estirados pra baixo da cama, como se apontassem para algo no chão, sem movimentos, sem reflexos. Um dia depois soube que meu pai,  mesmo sem entender muito, deveria ser operado e necessitava de algo de alguém para isso. Para meu alívio, minha cuidadora chegou, e fui saber algumas horas depois que ela tinha isso que ele necessitava,  porem o que fosse tirado dela,  poderia ela correr o risco de não ficar bem.
Se me fizessem essa pergunta milhões de vezes, mais de milhões não saberia responder. Ele, é meu pai, distante, mas meu pai, ela, minha cuidadora, quem me faz feliz, quem me cuida, quem eu largaria meu pote dourado para ter seus cuidados eternos.
Em um conflito interno, me coloquei a olhar para o céu e pedir desculpas,  por vezes preferir que minha cuidadora não passasse por isso,  não corresse esse risco por ele,  será que valia a pena? Ele faria o mesmo por ela ou por mim? Conflitos. Minha resposta, chegou depressa, de umas mãos frias e tensas em minhas costas, mas com firmeza no que gostaria de falar:
 Seus conflitos internos são normais, o amor e o desprezo não andam unidos, e cada palavra você sente por uma pessoa diferente, a escolha, o desejo, não é fácil. Agora pense,  pense e abrace quem você quer ver amanhã de novo, pense se o mesmo abraço não possa ser dado nos dois com a mesma força. Um por merecer, outro por necessitar. Virar as costas, tornará você igual as atitudes que tomaram contigo. Não deixe que nada lhe mude, mude você alguém.
Essa voz, que não virei para conferir o rosto,  soltou de mim uma amor espetacular por meu pai e um mais forte pela cuidadora e sua coragem,  fiquei tão alegre para poder dar o abraço aos dois, que me virei e cortei forte o braço em um vidro no corredor do hospital onde esperava notícias com outras pessoas, meu sangue se espalhou pelo chão. Um jovem residente, sabendo do caso,  teve a genial idéia de colocar meu sangue para experimento, então, estava achada a cura para meu pai,  eu podia dar sem riscos por causa de minha juventude o que minha cuidadora daria.
 O abraço, veio em seguida, só que do lado oposto, não sei se pela gratidão da cura, do amor nascido, do enxergar a vida com novas idéias...não sei. O que me importou em verdade é que um abraço me trouxe de volta.

                                                               


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um abraço me trouxe de volta

                                                                      PARTE IV

Em algumas de minhas viagens visitei esnobes primos meus, poucos, distantes, mas ainda assim parentes, percebi que todos viviam de maneira estranhamente feliz com a ausência de seus pais, substituíam suas faltas com adoráveis presentes coloridos e caros, ficavam tão só que se mandavam, criaram maneiras de fingir, a meu ver, que nada estava acontecendo, acostumaram a ser solitários, sem um beijo de boa noite, sem um conselho, sem uma bronca de mãe para menino, sem um pulo no colo do pai depois do trabalho, órfãos de presença. Figuras paternas ausentes, transferindo os valores de um pai para um subalterno, que por vezes, com certeza, pensava que não queria estar ali, e sim com os seus, fazendo tudo aquilo que era invisível para aqueles.
Tentei por vezes parecer da mesma forma, fingir que nada poderia me atingir, não sofrer, não pegar na foto para colocar debaixo do travesseiro, não ter que inventar contos incríveis, para não ser identificado como um desprezado...era desse jeito que me sentia.
Do andar de cima,  ouvi muitas benções enviadas a mim, ví muitas coisas,  aqueles episódios passados em meus olhos, me carimbavam ainda mais a certeza do que eu precisava para ser melhor, um pouco mais completo -,  Eencontrar um sorriso de manhã e motivos noturnos para sonhar bem:  Estar com pessoas, ter carinho e doar carinho, a meus pais, a possíveis amigos, a desconhecidos que me desejam o bem somente por eu ser seu semelhante. Isso me falta, faltava a meus pais, esses que vivem bem e não sabem como vivo. Vivem bem, mas não tem idéia de como é mostrar a vida a alguém, vivem bem, e não são pais suficientes para a mão dar ao filho e fazê-lo aventurar-se por um caminho da vida para ele também viver bem, ser mais concreto, físico, apreciador, humano e criança.

 E nessa parte, na ausência sentimental, é que entra a minha cuidadora.

                                                                    CONTINUA

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um abraço me trouxe de volta


                                                                  PARTE III


A minha velha, que não era bem minha, mas seria eu feliz que fosse -, que fosse a minha senhora, a senhora que eu pudesse dizer que estava ali, precisando dela e de sua mão quente e enrugada engalfinhada nos meus cabelos bem tratados, e chacoalhasse minhas idéias com carinho de urso, mas bem vindo, do jeito que eu precisava e merecia. Quem dera que fosse minha... achavam que era, muitos diziam que eu poderia pedir o que fosse a ela e  o faria, de comida a um invento louco sem propósito. Uf! Pra que quero tudo, se o mais caridoso e tão simples não se dão conta que não posso possuir. Não...não sou um " pobre menino rico ", não me sinto assim, gosto de algumas coisas que tenho, como todo mundo, preciso de algumas coisas, o que observo e não vejo isso em ninguém, é que nada precisa ser demais; tenho demais, posso demais, pra quê? Isso não é aceito nem no céu nem no inferno. Então, acho que o certo deveria ser em parar na medida da necessidade suprida, jamais demasiada.
Minha cuidadora, esqueci até seu nome, de tanto que a chamava assim, me cuidava, me ajudava, me olhava como seu filho, não sei se era mesmo assim, mas como eu queria que fosse. Gostaria de perguntar se sentia amor por mim. Não entendo muito sobre o grau de intensidade dessa palavra, porem ouvi dizer que é o melhor de se conceder de  alguém para alguém, e se melhor coisa eu tiver dentro de mim, em verdade digo que é isso.
Minha cuidadora, sabe-se lá de onde veio, do que abdicou para estar a meu lado, não sei se veio escrava, por vontade própria ou pelo dinheiro, não... pelo dinheiro não, se é amor que ela tem por me criar; ouvir dizer que amor não se compra, se conquista, brota, evolui de um lugar bom.
O que me falta hoje, incrível, é suprido, em parte, por uma estranha, meus pais... não sei quem são, os conheço, mas realmente não sei quem são. O que querem, se sabem que vivo por trás de toda essa roupa rica, se verificam meu olhar vago com suas ausências, se me chamam de filho ainda.

Meus pais
                                                                
                                                                      CONTINUA






segunda-feira, 10 de outubro de 2011



Um abraço me trouxe de volta

PARTE II

 De todas as maneiras a vontade de me ver longe daquilo que eu vivia era imensa. Ouvia contos de meninos ricos e bem amparados que se tornavam um rebelde por apenas serem superiores, " melhores ", a sua visão, de todos os outros ao redor. Não queria aquilo pra mim, não precisava ser como eu era, nascer intocável, puro de violência e afastado de amor. Que era alias, algo totalmente desconhecido pra mim.
 Sabia que eu não tinha o coração mal, pois me torturava  ver um olhar cinza tentando me dizer o quanto gostaria de estar no meu lugar, o quanto seria feliz com minha roupa e o que faria bem a sua alma caminhar sobre meus pés. Era tão importante a minha vida para alguns que eu sofria em não poder dividí-la com ninguém, em não dar muito mais de mim, a um e a outro.
 Por tempos pensei que apenas poucas coisas me faltavam, coisas pequenas para quem me achava supremo, para mãos que se honravam em tocar nas minhas bainhas, mãos pequenas, olhos cinzas, rosto seco e cheiro de ervas: Essa era a minha cuidadora. A quem eu devia uma lua, um astro, uma chuva de beijos ou apenas um olhar carinhoso. Aquilo é o permitido a ela; não...não é o que eu gostaria, posso mais, entretanto retido com truculência em um braço forte de quem achava o gostar uma tolice que eu não poderia jamais sentir, me inibia, forçava-me ser frio, infiel com meus sentimentos, despreparado para doar o bem. O que eu doava era apenas inveja; questionamentos e pouca esperança.

A cuidadora...
    CONTINUA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011







PARTE I


Um abraço me trouxe de volta
 Decidi seguir por um estilo de vida que me dava sucesso com o espelho, que me incendiava de orgulho e cobria meu ego em ouro, um estilo de vida que me contemplava um pódio, uma satisfação noturna, parecia ter mais que as 7 vidas felinas, estava sempre no auge, em cena de moçinho, mesmo sendo o bandido.
Meu modo de viver estendia mãos sobre as minhas, bocas em pedidos eram abertas todo tempo, minhas roupas na parte de trás, ficavam sempre enegrecidas de tantos tapas nas costas recebidos em contemplação a quem eu era e o modo como fazia as coisas. Quem eu era, o que eu fazia?
Jovem ainda aprendi a lidar com o sucesso mesmo estando de braços atados, meu perfume era sentido a distância, e com minha presença, sempre ficava fácil olhar com atenção tudo que estava tão longe de mim de tantas e tantas costas curvadas ao meu passar. Eu não pedi, mas eu era assim. Queriam que eu fosse assim, me fizeram acreditar que eu podia estar sempre intocável, me fizeram acreditar que seria venerado eternamente.
Não, não sou um príncipe, mas em verdade lhe digo...um abraço me salvou...
                                                                       CONTINUA